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    <title>MC - Museu de Ciências</title>
    <description>MC - Museu de Ciências</description>
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    <item>
      <title>Museu de Ciências da UFG participa do 22º Conpeex</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Conpeex 22" title="Conpeex 22" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.33.54.jpeg?1762792467" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;A ação integrada de interação entre a universidade e a sociedade recebeu mais de mil pessoas em 4 dias&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.20.45.jpeg" alt="Conpeex 2" width="487" height="288" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Texto por Letícia Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dos dias 4 a 7 de novembro, o Museu de Ciências participou do 22º Congresso de Ensino, Extensão e Pesquisa da Universidade Federal de Goiás. Dos 8 núcleos, 6 participaram ativamente com exposições e interações, os quais: Ateliê Tipográfico, Coleção Zoológica, Museu de Ciências Morfológicas, Museu de Informática e Computação, Pátio da Ciência e Planetário. Cada núcleo apresentou materiais, coleções e/ou experimentos de diversas áreas científicas, as quais: Física, Química, Biologia, Astronomia, Computação e Tipografia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As atividades aconteceram sem necessidade de agendamento, facilitando o acesso ininterrupto aos núcleos participantes e suas propostas interativas. O público foi diverso e de todas as idades, recebidos com adaptações privilegiadas feitas pelos monitores, em sua maioria estudantes de diversas faculdades da UFG. A experiência, como um todo, reflete em aprendizado, não só para os visitantes que entram em contato com a ciência de maneira direta e experimental, mas também para os discentes que mediaram as exposições, atendendo a diversos públicos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.20.46.jpeg" alt="Conpeex 3" width="512" height="494" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.20.46_%281%29.jpeg" alt="Conpeex 4" width="512" height="454" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O que é o MC-UFG?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Museu de Ciências abriga 8 núcleos museológicos que visam a popularização da ciência, alfabetização científica e tecnológica e a produção do conhecimento, em equilíbrio com as ações de pesquisa e preservação do patrimônio científico e cultural da universidade. São os núcleos integrantes: Ateliê Tipográfico, Coleção Zoológica, Museu de Ciências Morfológicas, Museu de Informática e Computação, Museu de Geociências, Museu de Solos, Pátio da Ciência e Planetário.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para mais informações sobre visitas aos núcleos, acesse a área de &lt;a href="/p/contato-museu-de-ciencias-e-nucleos"&gt;contatos&lt;/a&gt; do site ou o instagram (&lt;a href="https://www.instagram.com/museudeciencias.ufg/"&gt;@museudeciencias.ufg&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.22.20.jpeg" alt="Conpeex 5" width="520" height="693" /&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 04 Nov 2025 13:37:36 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Museu de Ciências da UFG participa da 19ª Primavera dos Museus com Foco em Mudanças Climáticas</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Banner 19a Primavera dos Museus" title="Banner 19a Primavera dos Museus" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/Capa_facebook_Fundo_claro_-_1640_x_720_px.png?1757640653" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto por Letícia Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-09-30_at_08.20.40.jpeg" alt="MCM 2" width="813" height="1084" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Integração entre o Pátio da Ciência e o Museu de Ciências Morfológicas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Museu de Ciências da Universidade Federal de Goiás (UFG) encerrou com êxito a sua participação na 19ª Primavera dos Museus, evento anual promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Realizado de 1º a 30 de setembro, o evento deste ano teve como tema central "Museus e mudanças climáticas", convidando à reflexão sobre o papel das instituições museológicas no enfrentamento da crise ambiental global. A programação diversificada do MC-UFG destacou a importância da ciência, da história e da cultura na conscientização e busca&lt;br /&gt;por soluções para os desafios climáticos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As iniciativas foram cuidadosamente planejadas para alinhar-se ao tema da Primavera dos Museus, evidenciando como os museus podem ser plataformas vitais para documentar, pesquisar, educar e intervir nas práticas relacionadas aos impactos ambientais. Os núcleos do MC-UFG desempenharam um papel fundamental,&lt;br /&gt;proporcionando experiências únicas e educativas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Destaques da Programação por Núcleo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Ateliê Tipográfico transportou os visitantes para o século XIX, permitindo uma imersão na história da impressão. Com um acervo impressionante de maquinários históricos, incluindo duas Linotipos e diversas impressoras Minerva, o espaço ofereceu demonstrações práticas e vivências com tipos móveis. Esta atividade ressaltou a evolução da comunicação e a beleza da composição tipográfica, conectando o passado tecnológico com as discussões contemporâneas sobre informação e conhecimento.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/IMG_20250926_085852.jpg" alt="MCM" width="814" height="1084" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Exposição de Entomologia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Estudantes do ensino fundamental e médio também tiveram a oportunidade de participar de visitas mediadas ao Museu de Ciências Morfológicas Arlindo Coelho de Souza. Criado em 2011, o MCM-ICB/UFG, que homenageia o cientista que se dedicou a socializar e divulgar o conhecimento científico sobre o corpo humano e animal. Através do estudo de cadáveres e peças anatômicas, os participantes puderam explorar os diversos sistemas orgânicos e ampliar seus conhecimentos em anatomia, em sessões realizadas às sextas-feiras, das 08h00 às 11h20, durante todo o mês.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Museu de Geociências apresentou uma exposição cativante de desenhos, pinturas e fotografias aéreas, abrangendo desde os anos 50 até os dias atuais. Um dos pontos altos foi o rico acervo de fotos aéreas de Goiás, provenientes do projeto USAF-AST-10, um convênio Brasil-EUA das décadas de 60. Essas imagens, cruciais para a cartografia da época, serviram como documentos valiosos para registrar as mudanças ambientais no bioma Cerrado, oferecendo uma perspectiva histórica das transformações paisagísticas. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-09-30_at_08.20.42_%281%29.jpeg" alt="x" width="809" height="1079" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Gás da lâmpada reagindo com bobina&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No Pátio da Ciência, a interação e a diversão foram as palavras-chave. Localizado no Campus Samambaia, este centro de difusão científica proporcionou um ambiente dinâmico com mais de uma centena de experimentos e demonstrações em Física e Química. A iniciativa visou estimular a curiosidade e a reflexão, sendo ideal para estudantes e toda a comunidade, promovendo o aprendizado lúdico e seguro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-09-30_at_08.20.42_%282%29.jpeg" alt="pdc" width="813" height="1084" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Estande do Clube de Astronomia Cecília Payne&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em um evento especial no dia 25 de setembro, às 19h30, o Planetário da UFG convidou o público para uma viagem cósmica. Guiados por mestres e doutores, os participantes desvendaram os segredos do espaço com o projetor Zeiss Spacemaster, o mais antigo em funcionamento no Brasil. As sessões educativas proporcionaram uma experiência única de diversão e conhecimento para todas as idades, explorando a beleza das&lt;br /&gt;estrelas e planetas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-09-29_at_10.43.47.jpeg" alt="Planetário" width="563" height="1000" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Visitantes da sessão especial do Planetário&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Impacto e Legado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A 19ª Primavera dos Museus no Museu de Ciências da UFG reforçou o papel vital dos museus como centros de preservação, educação e engajamento comunitário. Ao abordar o tema das mudanças climáticas, o evento não apenas valorizou o patrimônio histórico e científico, mas também estimulou a reflexão crítica sobre um dos maiores desafios da atualidade. A participação ativa dos diversos núcleos do MC-UFG demonstrou a capacidade da instituição de se conectar com a comunidade, aumentar sua visibilidade e promover a democratização do acesso à cultura e ao conhecimento científico. O sucesso da iniciativa sublinha a importância de continuar investindo em programas que unam ciência, cultura e responsabilidade socioambiental.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 01 Oct 2025 12:52:07 -0300</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>A ciência e o pesquisador: homenagem na teoria, desvalorização na prática</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa Viva-Voz 5" title="Capa Viva-Voz 5" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-07-08_at_12.59.25.jpeg?1751990395" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400; color: #000000;"&gt;A realidade em áreas do conhecimento distintas no Museu de Ciências da UFG &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Texto por Letícia Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para celebrar a importância da pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento do país, comemora-se o Dia Nacional da Ciência e o Dia do Pesquisador Científico Brasileiro no dia 8 de julho. A data foi estabelecida para homenagear a criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948 e foi precedida da Lei nº 10.221, de 2001, que instituiu o Dia Nacional da Ciência, e da Lei nº 11.807, de 2008, o Dia do Pesquisador Científico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Em razão da data, o Museu de Ciências da Universidade Federal de Goiás (UFG), consultou cada um de seus núcleos para entender o quanto a ciência e os pesquisadores encontram-se valorizados no Brasil. Cada núcleo corresponde a uma área de conhecimento diferente e, por isso, revelariam realidades distintas. Será?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Carlos Roberto Candeiro, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geociências/UFG e responsável pelo Museu de Geociências – cujo objetivo é divulgar temas geocientíficos desenvolvidos por parceiro(a)s do Museu de Geociencias/UFG –, compreende que a ciência vem perdendo espaço na sociedade, “mas tem sido a possibilidade de alcançarmos públicos que não conseguimos ver e dialogar. Agora, é uma oportunidade e estamos amadurecendo com ela.”. Ele acredita que, de certa forma, “a sociedade está aberta, temos alguns/algumas de nós que podemos ter um engajamento mais em conjunto” e assim surge a importância do Museu de Ciências da UFG para ser um incentivador a novos pesquisadores e, por conseguinte, indutor da valorização da ciência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Andréa Pereira dos Santos, Mestre em Comunicação e responsável pelo Ateliê Tipográfico – um espaço de produção gráfica e um verdadeiro laboratório de experimentação científica e cultural, que promove a intersecção entre tecnologia, memória e conhecimento, reafirmando o papel da universidade como espaço de preservação e inovação –, não considera que a ciência está perdendo espaço na sociedade, “mas sim que há um desencontro entre o que é produzido nas universidades e centros de pesquisa e a forma como isso é percebido pelo público.” A data do dia 8 de julho é importante, então, para chamar a atenção da necessidade da “popularização da ciência — tornando-a compreensível, próxima e relevante para a vida cotidiana das pessoas. Só assim será possível fortalecer o vínculo entre ciência e sociedade, e promover uma cultura científica mais inclusiva e democrática.”, reforça Andréa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Já Matheus Eliseu da Silva de Lima, Técnico em Artes Gráficas, entende que “a ciência não teve muito investimento adequado para o seu crescimento quanto o setor de tecnologias” e, em reflexo, as artes gráficas tornaram-se “um campo de estudo bem restrito”. O Ateliê preserva maquinários de um trabalho já extinto e resgata uma ciência do século XV, mas a falta de incentivo à pesquisa resultou na “baixa procura e falta de interesse pela área”, destaca Matheus. Por isso, os museus de ciência desempenham uma função crucial na sociedade ao disponibilizar seus ambientes para o público, possibilitando que as pessoas se conectem com a produção científica, proporcionando a chance de conhecer não só os objetos e coleções, mas também os métodos e conhecimentos que estão por trás da sua criação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; font-family: Roboto, sans-serif; color: #000000; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;À frente do Pátio da Ciência – um espaço público, um centro de ciências aberto à visitação da comunidade, com o objetivo de divulgar, popularizar a ciência a partir de demonstrações de experimentos das áreas da Física e da Química –, o prof. Dr. em Física Experimental e Aplicada, Marcus Carrião acredita que a ciência ainda é bem aceita pela população sempre que há o contato com pesquisas e inovações. Desse modo, “o Pátio é a oportunidade desse contato, de reavivar o conhecimento adquirido em sala de aula e proporcionar aquele brilho no olhar frente a experimentos científicos. A ciência ainda encanta.”, afirma o professor. Porém, em relação à realidade do ensino e da pesquisa no Brasil, Marcus percebe que a falta de investimento duradouro para a carreira de pesquisador, que demanda muito esforço e renúncia do indivíduo, acaba por desestimular que promissores pesquisadores se lancem nessa área e “isso vira um ciclo de falta de profissionais e, consequentemente, falta de auxílio.”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; font-family: Roboto, sans-serif; color: #000000; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A partir dos relatos de professores e técnicos da UFG, todos envolvidos no trabalho de pesquisa e comunicação da ciência, podemos responder à pergunta inicial: Não, as realidades de (des)valorização da ciência e dos pesquisadores está presente em todas as áreas. Da falta de incentivo às carreiras acadêmicas até a evasão de pesquisadores para o exterior, há um consenso de que a ciência precisa ser tão divulgada a alcançar a sociedade e, consequentemente, incentivar maior adesão à pesquisa! Somente assim, o dia 8 de julho poderá ser comemorado como um sucesso na teoria e na prática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 08 Jul 2025 13:01:01 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/a-ciencia-e-o-pesquisador</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Geografia além da sala de aula</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa Viva-Voz 5" title="Capa Viva-Voz 5" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-05-29_at_20.49.14.jpeg?1748563809" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;No Dia do Geógrafo, o professor Alécio Perini, da Universidade Federal de Jataí (UFJ), destaca em entrevista ao Pátio da Ciência o papel estratégico da Geografia na compreensão dos desafios ambientais e territoriais do Brasil, ressaltando o uso de tecnologias, a importância da formação prática e a aproximação entre universidade e sociedade.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto por: Iasmin Feitosa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;No dia 29 de maio é celebrado o Dia do Geógrafo, data dedicada a reconhecer a importância dos profissionais que se dedicam a compreender as relações entre a sociedade e o espaço. Para além dos mapas e das paisagens naturais, a Geografia é uma ciência essencial para entender os desafios ambientais, sociais e territoriais que afetam o nosso cotidiano. Para marcar esse dia no Museu de Ciências, buscamos ouvir quem vive e pesquisa a Geografia no ensino superior público brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Conversamos com o professor Alécio Perini, da Universidade Federal de Jataí (UFJ), doutor em Geografia e pesquisador nas áreas de Geografia Física, Geotecnologias e Inteligência Geográfica. Além de atuar como docente, ele também ocupa um cargo na Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da universidade, incentivando a produção científica em diferentes áreas do conhecimento. A trajetória de Alécio reflete um compromisso com a ciência aplicada à realidade brasileira, especialmente em tempos de crises ambientais e territoriais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-05-29_at_21.15.42.jpeg" alt="AL 1" width="371" height="461" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 1: Professor Alécio Perini em momento de pesquisa. Reprodução arquivo pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A entrevista é um convite a refletir sobre o papel da Geografia na sociedade e sobre a necessidade de valorizarmos essa ciência desde a escola básica até a pesquisa universitária. No Dia do Geógrafo, ouvir a experiência e as ideias de um pesquisador como o professor Alécio Perini nos ajuda a compreender o quanto essa área do conhecimento é fundamental para enfrentarmos os desafios do presente e do futuro. E mostra como a universidade pública pode ser um espaço de diálogo entre ciência, território e transformação social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;IASMIN FEITOSA: Professor, na sua visão, qual é o papel da Geografia — especialmente da Geografia Física — na compreensão dos desafios territoriais enfrentados pelo Brasil hoje?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;ALÉCIO PERINI:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt; Há bastante tempo, a Geografia Física rompeu as amarras com o pensamento positivista, que levou à fragmentação do conhecimento. Trabalhamos em uma perspectiva holística e sistêmica, buscando compreender as relações entre sociedade e natureza em todas as suas nuances, o que torna o geógrafo um profissional único, com ampla capacidade de integração de conhecimentos e padronização de métodos e processos de pesquisa/trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Especializado na elaboração, processamento e análise de dados geoespaciais, o geógrafo é um profissional competente para a prospecção de cenários que servem de base às atividades de planejamento e gestão e, principalmente, para a tomada de decisões. Ainda, é o profissional mais capacitado para a elaboração e disseminação de produtos cartográficos, essenciais para o conhecimento e a gestão do território.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Esses conhecimentos são essenciais para compreender os desafios atuais do país e atuar no enfrentamento de problemas que afetam diretamente a qualidade de vida da população, como mudanças climáticas, deterioração dos recursos naturais, conservação da sociobiodiversidade, qualidade ambiental, desigualdades socioespaciais, entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Como a Inteligência Geográfica pode contribuir para o planejamento e a tomada de decisões em políticas públicas ambientais e agrícolas?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A Inteligência Artificial traz, cotidianamente, novas soluções tecnológicas que simulam a inteligência humana, mas não substituem o conhecimento e a prática empírica adquiridos ao longo da formação do geógrafo. Ela permite realizar atividades de forma autônoma, fundamentada em aprendizado de máquina, mas os algoritmos necessitam de inserção e validação constante de informações, que vão permitir o processamento de séries de dados mais volumosas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Entendo que a Inteligência Geográfica é a chave para a compreensão de onde e como cada fenômeno interage com os demais, permitindo que pessoas, empresas e governos consigam dar respostas rápidas e tomar decisões sobre os principais problemas que afligem a sociedade. Aqui, ferramentas de geotecnologias incorporam algoritmos que reconhecem padrões espaciais e simulam cenários a partir de informações geograficamente referenciadas, auxiliando no trabalho diário do geógrafo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Esse conhecimento permite agir de forma mais assertiva, por exemplo, na identificação de desmatamentos e áreas em desconformidade com a legislação ambiental, agilizando processos de fiscalização, aplicação de sanções, mitigação de impactos e recuperação dessas áreas. Em áreas agrícolas, permite monitorar de forma mais precisa o desenvolvimento e a produtividade das plantas, fornecendo subsídios aos técnicos de campo para corrigir problemas de forma mais pontual, como a fertilização e o uso mais controlado de venenos, reduzindo os impactos ambientais dessas atividades.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;O senhor atua com agricultura de precisão. Poderia explicar como a integração entre tecnologia e geografia tem transformado a forma de produzir no campo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Minha atuação em pesquisas na área de agricultura de precisão se limita à realização de testes de sensores remotos (por satélite ou câmeras embarcadas em drones), adaptação e validação desses sensores para a geração de índices de vegetação. Esses índices permitem, por exemplo, acompanhar o desenvolvimento das plantas, avaliar a eficiência de uso da radiação solar e o armazenamento de carbono, além de estimar a produtividade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Ainda não conseguimos atuar diretamente na transformação da forma de produzir no campo, pois essas tecnologias não se sobressaem frente às variações de preço e outras questões impostas pelo mercado financeiro. No entanto, podem fornecer subsídios aos técnicos de campo e produtores para monitorar a eficiência do manejo, levando a um uso mais consciente de fertilizantes, venenos e outros insumos. Eu entendo que é possível produzir mais e com menor impacto ambiental investindo em tecnologias de monitoramento, o que traria efeitos diretos sobre a redução do desmatamento para abertura de novas áreas de produção. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A modelagem ambiental é uma ferramenta cada vez mais utilizada por pesquisadores. Quais são os principais avanços recentes nessa área e como eles têm sido aplicados no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A modelagem ambiental se destina à prospecção de cenários, a partir da seleção e análise de variáveis de entrada e definição de técnicas de processamento dessas variáveis. Esses cenários podem indicar caminhos para agir antecipadamente e criar planos de contenção e políticas públicas, como, por exemplo, a criação de unidades de conservação, sistemas de alerta a riscos e desastres ambientais etc. Existe um grande número de pesquisas e metodologias desenvolvidas nas universidades brasileiras que permitem mapear e classificar áreas de risco, que poderiam, por exemplo, evitar boa parte das perdas registradas nas recentes inundações do Rio Grande do Sul ou se antecipar a tragédias de deslizamento de encostas, que são recorrentes no litoral brasileiro. Acredito que ainda falta uma maior aproximação entre o poder público e as universidades para aproveitar o grande capital intelectual que o Brasil possui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Cito aqui o trabalho fantástico desenvolvido pela equipe do projeto MapBiomas, que fornece um mapeamento de boa qualidade do uso da terra e cobertura vegetal no Brasil, produzido com base em sensoriamento remoto, além de outros produtos, como monitoramento de focos de incêndio, superfície coberta por água, qualidade de pastagens etc. A maior parte desses produtos está disponível desde o ano de 1985, gratuitamente, constituindo uma variável de entrada importante para diferentes modelos, permitindo, por exemplo, modelar frentes de expansão agropecuária, prospectar a perda de vegetação nativa nos próximos anos, entre outras aplicações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/MBI-Infograficos-Brasil-9.0-BR-scaled.jpg" alt="AL 2" width="687" height="386" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 2: Infográfico dos dados de cobertura e uso da terra da Coleção 9 do MapBiomas para o Brasil. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Em sua opinião, quais são os maiores obstáculos para que a geotecnologia seja incorporada de maneira mais ampla nas ações de planejamento ambiental por parte do poder público?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Eu não vejo grandes obstáculos para isso. Atualmente, temos muitas ferramentas gratuitas à disposição dos usuários, vencendo um obstáculo que, há 10 ou 15 anos, estava vinculado ao custo dessas tecnologias. Os custos com equipamentos, computadores de alta performance e sistemas de armazenamento de dados também reduziram significativamente na última década. Existe, ainda, um grande número de profissionais qualificados disponíveis no mercado de trabalho, provenientes de cursos superiores em Geografia, Engenharia Cartográfica, Geoprocessamento, Análise de Sistemas, Ciência da Computação, entre outros, que poderiam formar excelentes equipes multiprofissionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Se as prefeituras municipais e os órgãos dos governos estaduais e federal possuíssem um setor de Inteligência Geográfica, com equipe multiprofissional para coleta, sistematização, processamento, análise e disponibilização de informações georreferenciadas, boa parte dos problemas relacionados ao planejamento e à gestão do território (incluindo a área ambiental) seriam sanados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A Geografia muitas vezes é vista como uma disciplina distante do cotidiano. Como aproximar a produção acadêmica geográfica da população em geral?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Como geógrafo, eu não vejo que ela esteja distante do cotidiano. Encontramos a Geografia na previsão do tempo que vemos na TV ou recebemos em um aplicativo de celular, e quando realizamos um passeio em um rio, cachoeira ou parque. A Geografia está no noticiário que fala sobre o conflito tarifário entre EUA e China ou sobre os massacres recentes na Faixa de Gaza. Quando realizamos uma compra na internet e verificamos o rastreamento do pedido, onde foi produzido e como ocorreu a logística de distribuição, a Geografia está lá. Se abrimos o Google Maps para encontrar um endereço e nos deslocarmos pela cidade, a Geografia está presente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Eu vejo que a Geografia está perdendo espaço gradativamente na matriz curricular do ensino básico, enquanto disciplina, e isso é um grande problema. Também percebo a Geografia desaparecendo no emaranhado de disciplinas eletivas em escolas de tempo integral. A aproximação entre a Geografia e o cotidiano das pessoas acontece, primeiramente, na escola. Também percebo que a universidade ainda está distante da comunidade, mesmo com o aumento numérico das ações de extensão nos últimos anos. Os cursos superiores precisam investir nessa aproximação com a comunidade, além de marcar uma posição mais firme em fóruns de discussão sobre educação básica, demonstrando a importância da Geografia para a formação cidadã e retomando seu espaço nos currículos. Aquela Geografia meramente descritiva ficou lá na década de 1970; temos muito a contribuir com a sociedade brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Considerando seu papel na Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da UFJ, quais estratégias têm sido adotadas para fortalecer a pesquisa geográfica e sua aplicabilidade social?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Entendo que meu papel na PRPI da UFJ é institucional, e, assim, procuro incentivar as atividades de pesquisa e inovação igualmente nos 25 cursos de graduação e nos 15 cursos de pós-graduação da instituição. Para a área da Geografia, temos incentivado a participação dos docentes e servidores técnico-administrativos nos programas institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica, editais públicos lançados pelo CNPq, FAPEG e FINEP, além de outras iniciativas institucionais, como o Desafio de Inovação, que, em 2025, está alinhado com os temas da COP30, e eventos científicos. Parte dos projetos de pesquisa do curso é desenvolvida em parceria com escolas da região, contribuindo com a educação geográfica e a aproximação da disciplina ao cotidiano dos estudantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Quais são os temas mais promissores e urgentes de pesquisa na Geografia Física brasileira atualmente?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Além da área de inteligência geográfica, com destaque para o uso de geotecnologias em estudos territoriais, percebo um aumento significativo em demandas e pesquisas na área de Climatologia Geográfica, considerando as recentes discussões sobre mudanças climáticas e mitigação dos impactos dessas mudanças, incluindo estudos sobre riscos ambientais associados às mudanças climáticas. Pesquisas com foco na qualidade ambiental, incluindo estudos sobre qualidade das águas, conservação dos solos, agroecologia e planejamento e gestão de unidades de conservação também têm ganhado espaço nos últimos dez anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/AL_3.jpg" alt="AL 3" width="667" height="501" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 3: #Charge: Mudanças Climáticas por Grupo Editores Blog, 22 de março de 2024. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Como o senhor avalia a formação dos estudantes de Geografia no Brasil no que diz respeito às novas tecnologias aplicadas ao território?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Neste ponto, temos uma questão sensível, que reside nas sucessivas recomendações para redução na carga horária dos cursos de graduação, tanto no bacharelado quanto na licenciatura em Geografia. Essa redução implica na necessidade de eliminação ou junção de disciplinas essenciais ao processo formativo. O cenário é ainda mais preocupante com a expansão dos cursos a distância, que eliminam a parte mais importante dos currículos: o aprendizado empírico, a prática de campo e a presença dos estudantes em laboratórios, projetos de pesquisa e ações de extensão. A vivência em campo e nos laboratórios dos cursos é essencial para a formação do geógrafo, e não podemos perder isso de vista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Com relação à área de inteligência geográfica e à inserção de geotecnologias no processo formativo, vejo que tem ganhado espaço por ser um campo transversal na Geografia, importante tanto nas disciplinas voltadas para a área ambiental e de estudos territoriais quanto nos componentes curriculares da área de humanidades do curso. Não tenho informações de outras regiões do país, mas, pelo menos na UFJ, todos os estudantes do curso de Geografia que se destacam na área de inteligência geográfica e no domínio das tecnologias associadas à área estão conseguindo uma boa inserção no mercado de trabalho, principalmente em empresas de consultoria na área ambiental e do agronegócio. É um campo bastante promissor para os bacharéis em Geografia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Por fim, qual mensagem deixaria para os futuros geógrafos e geógrafas que estão ingressando na área e se perguntam qual é seu lugar no enfrentamento das crises ambientais e territoriais que vivemos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Estudem. Inovem. Se adaptem. Não tenham medo do novo. Vocês vivem em um mundo muito mais dinâmico do que o dos seus pais, ou mesmo do que eu vivi durante minha graduação nos anos 2000. Tecnologias que estavam na vanguarda do conhecimento há 15, 10 anos, hoje começam a se tornar obsoletas. É preciso se atualizar constantemente para se manter ativo e relevante no enfrentamento das crises e desafios dos novos tempos. A inteligência artificial jamais será capaz de substituir a mente humana e o conhecimento empírico, mas pode auxiliar de forma extraordinária em nossa prática profissional. Auxiliar, inclusive, na redução de nossa sobrecarga de trabalho. E não se esqueçam de viver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A fala do professor Alécio Perini reforça o quanto a Geografia vai muito além da sala de aula e dos mapas escolares. Trata-se de uma ciência dinâmica, com aplicações concretas na vida das pessoas — da previsão do tempo ao planejamento urbano, da produção agrícola ao combate aos desastres ambientais. Em tempos de emergência climática e de crescente pressão sobre os territórios, o trabalho do geógrafo se torna ainda mais relevante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Além de valorizar o conhecimento técnico e científico, a entrevista também chama atenção para a necessidade de aproximar a universidade da sociedade. Projetos de extensão, parcerias com escolas e a presença ativa dos cursos superiores nos debates públicos são caminhos fundamentais para mostrar que a Geografia está presente no cotidiano e pode contribuir para políticas públicas mais eficazes e sustentáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Neste Dia do Geógrafo, fica o convite à reflexão: como podemos fortalecer essa área do conhecimento e garantir que ela ocupe o espaço que merece nas decisões que moldam o futuro do país? A resposta, como mostrou esta conversa, passa por educação de qualidade, investimento em ciência e incentivo à formação crítica e atualizada dos profissionais que pensam — e transformam — o território brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 29 May 2025 21:32:04 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/geografia-alem-da-sala-de-aula</link>
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    </item>
    <item>
      <title>MUSEU DE CIÊNCIAS (MC) DA UFG ENCANTA ALUNOS E PROFESSORES NO ESPAÇO DAS PROFISSÕES 2025</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="3" title="3" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/8A387C85-8E4E-4BA8-8F58-96FE1A7396C7.JPG?1746787494" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto por: Letícia Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nos dias 6 e 7 de maio, na Universidade Federal de Goiás (UFG), o Museu de Ciências participou do Espaço das Profissões, evento anual que recebe estudantes de diversas escolas goianas para conhecerem os cursos e projetos oferecidos pela universidade. Na ocasião, para além dos sete núcleos do museu distribuídos pelo câmpus, o MC também teve um estande físico no Centro de Eventos, local que recepcionava os estudantes e servia como base de orientações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/AF58890E-D893-463B-B935-98202EC91384.JPG" alt="1" width="466" height="621" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a missão de socializar saberes por meio da pesquisa, salvaguarda, comunicação, ações de formação e ações educativas para a sociedade em geral, o Museu de Ciências reuniu demonstrações e experimentos de 5 de seus núcleos: Pátio da Ciência, Museu da Informática e da Computação, Planetário, Coleção Zoológica e Ateliê Tipográfico, para proporcionar curiosidade e conhecimento nos visitantes, além de informar onde encontrar a sede de cada núcleo para um maior contato com a ciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público do Espaço das Profissões é, majoritariamente, os anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, mas todas as idades puderam aproveitar para interagirem e aprenderem com o acervo exposto no estande. E o MC, versátil em suas exposições, adaptou o estande para receber, também, estudantes do ensino inicial. A proposta do Museu de Ciências, para além de compartilhar conhecimentos sobre as diversas áreas que o compõem, é também proporcionar aos visitantes o contato interativo com a ciência - assim, também, no Espaço das Profissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/5739EC1E-0641-47F4-B7C5-1C26B8A8CA2A.JPG" alt="2" width="637" height="849" /&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2025 07:57:12 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/espaco-das-profissoes</link>
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      <title>Chernobyl: Como a Química explica o maior desastre nuclear da história"</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa Viva-Voz 4" title="Capa Viva-Voz 4" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-04-26_at_11.21.23_%281%29.jpeg?1745710490" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Texto por: Felipe Cordeiro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;No dia &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;26 de abril de 1986,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; uma explosão no Reator 4 da &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;usina nuclear de Chernobyl,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; na Ucrânia, liberou uma grande quantidade de radiação na atmosfera. Esse acidente é considerado o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;maior desastre nuclear da história&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; e continua sendo estudado até hoje, devido aos seus impactos ambientais e humanos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/265/o/Captura_de_tela_2025-04-26_202308.png" alt="4" width="843" height="483" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 1: Registro da cúpula de aço, de 36 mil toneladas, que cobre o Reator 4 e sela a radiação. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para entender como a química nos ajuda a analisar e a lembrar o que aconteceu em Chernobyl, conversamos com o professor Matheus Costa Gontijo, licenciado em Química pelo Instituto de Química da UFG e mestre em Ensino de Ciências e Matemática. Segundo Matheus, o acidente foi uma combinação de falhas humanas e falhas técnicas durante um teste de segurança. A explosão não foi nuclear, mas uma explosão química, causada por uma reação entre vapor, grafite e zircônio. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;"No núcleo do reator, o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;combustível nuclear (urânio-235)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; sofre fissão, liberando energia e gerando calor. Esse calor aqueceu a água usada como refrigerante. Quando o controle sobre essas reações foi perdido, o núcleo superaqueceu e causou uma reação com o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;zircônio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;, gerando &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;hidrogênio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;. Esse hidrogênio, ao entrar em contato com o oxigênio do ar, causou a explosão.”, explicou o professor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Além disso, o grafite, que era usado para moderar os nêutrons no reator, também entrou em combustão, espalhando ainda mais radiação pela atmosfera. O acidente liberou uma série de elementos radioativos, incluindo&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; iodo, césio e estrôncio,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; que continuam afetando o ambiente até hoje. O professor Matheus nos explica a diferença entre esses elementos e seus efeitos: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;"O &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;iodo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; tem uma meia-vida curta (cerca de 8 dias), mas foi altamente prejudicial à saúde humana, principalmente por se acumular na tireoide. Já o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;césio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; e o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;estrôncio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;  têm meias-vidas de cerca de 30 anos, e por isso ainda contaminam o solo e a água da região."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Esses elementos liberados pela explosão não se dissiparam rapidamente, eles continuam a afetar o meio ambiente e a saúde da população, com efeitos que ainda são sentidos até hoje. A química ambiental ajuda a entender o impacto desses elementos no solo e na água, como explica o professor: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;"Elementos como o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;césio-137&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; e o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;estrôncio-90&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; são solúveis, o que significa que podem ser transportados pela água da chuva e contaminar lençóis freáticos e rios. No solo, eles se fixam nas partículas argilosas, dificultando sua remoção. Esse processo de contaminação é prolongado, já que esses isótopos têm meias-vidas muito longas."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ele destaca que a meia-vida de um elemento radioativo é o tempo necessário para que ele perca metade de sua radiação. O césio, por exemplo, tem uma meia-vida de 30 anos. Mas para que sua radioatividade chegue a níveis aceitáveis, são necessários cerca de 300 anos, ou 10 meias-vidas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para o professor, estudar Chernobyl vai além de apenas entender a química por trás do acidente. Ele vê o evento como uma oportunidade para discutir a responsabilidade humana e como decisões erradas podem causar danos duradouros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;"Chernobyl nos ensina que a química, quando não é tratada com cuidado, pode ter consequências trágicas. A radioatividade, invisível a olho nu, pode destruir vidas e afetar gerações. E é a química que nos ajuda a entender esses riscos e a criar formas de minimizar os danos.”. Essa reflexão, segundo o docente, é fundamental para o ensino de ciências: "Esse tipo de conteúdo desperta nos alunos a consciência de que a ciência não está isolada da realidade. Ela está diretamente ligada ao que acontece no nosso dia a dia e nas nossas decisões.", complementa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/265/o/Captura_de_tela_2025-04-26_203011.png" alt="ch" width="881" height="602" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 2: Destroços de hospital, destruído pelo tempo e pela radiação. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Embora o desastre tenha ocorrido há quase 40 anos, a contaminação na região de Chernobyl continua sendo um problema até hoje. As áreas ao redor da usina ainda têm níveis elevados de radiação, o que torna a região perigosa e restrita. Além disso, o estudo dos resíduos radioativos e os protocolos de segurança nuclear foram fortemente aprimorados após o acidente, para evitar que tragédias como essa se repitam no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Com as explicações do professor Matheus Costa Gontijo, conseguimos entender como a química nos ajuda a lidar com os impactos de desastres nucleares e o porquê de Chernobyl continuar sendo um tema importante, tanto para os estudiosos quanto para a população em geral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 26 Apr 2025 13:35:25 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/chernobyl-maior-desastre-da-historia</link>
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    </item>
    <item>
      <title>OCUPAR PARA TRANSFORMAR</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa Viva-Voz 3" title="Capa Viva-Voz 3" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/CP.png?1745577163" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Na UFG, uma professora tem inovado no ensino de jornalismo ao integrar dados, tecnologia e justiça racial. Por meio da pesquisa e da extensão, ela forma estudantes para enfrentar a desinformação e ampliar a presença negra na comunicação e na ciência.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Texto por: Iasmin Feitosa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;No cruzamento entre jornalismo, tecnologia e justiça social, a professora Mariza Fernandes, da Universidade Federal de Goiás (UFG), tem se destacado como uma voz firme na luta por uma comunicação mais ética, inclusiva e comprometida com os direitos humanos. Mulher negra, pesquisadora e docente do curso de Jornalismo, ela atua na formação de novos profissionais com olhar crítico e domínio das ferramentas digitais, especialmente no campo do jornalismo de dados e da checagem de fatos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-04-24_at_19.53.16.jpeg" alt="m3" width="388" height="584" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 1: Prof.ª Dr.ª Mariza Fernandes, professora efetiva da UFG empossada em 2023. Arquivo pessoal,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sua trajetória acadêmica é marcada pela superação de barreiras impostas pelo racismo estrutural e pela ausência de diversidade nas universidades e nas ciências. Ingressou na graduação por meio do programa UFGInclui — ação afirmativa criada antes da lei de cotas — e, desde então, construiu uma carreira que atravessa diferentes áreas do conhecimento, como a Geografia e a Comunicação, sempre guiada pelo interesse em compreender e transformar a realidade social por meio dos dados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Em suas aulas, projetos e pesquisas, a professora articula temas como ações afirmativas, desinformação, relações étnico-raciais e tecnologias da informação. Um dos exemplos mais emblemáticos desse esforço é o projeto de extensão OJU, voltado à formação de estudantes em jornalismo de dados e verificação de fatos, com ênfase na defesa da equidade racial no ecossistema informacional. A iniciativa mostra como é possível unir teoria, prática e compromisso social dentro da universidade pública.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Nesta entrevista, ela compartilha os caminhos que a levaram até aqui, os desafios de ser uma mulher negra atuando em áreas historicamente dominadas por homens brancos e as estratégias que acredita serem fundamentais para ampliar a presença de meninas e mulheres negras nas ciências, na comunicação e nas tecnologias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Mais do que uma conversa sobre trajetórias acadêmicas, esta é uma reflexão potente sobre pertencimento, resistência e transformação:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;IASMIN FEITOSA: Professora, como foi o início da sua trajetória acadêmica e profissional nas áreas de jornalismo? Houve algum momento decisivo que a levou a se especializar em jornalismo de dados e checagem de fatos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;MARIZA FERNANDES:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; Eu comecei minha trajetória na graduação em Jornalismo em 2009. Faço parte da primeira turma de estudantes cotistas da UFG, ainda antes da lei de cotas, quando a universidade criou o programa UFG Inclui — um programa de ações afirmativas voltado para estudantes negros de escolas públicas, indígenas e quilombolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Concluí a graduação em 2013 e decidi permanecer na universidade. Não consegui ingressar na pós-graduação em Comunicação. Participei do processo seletivo, fui aprovada em quase todas as etapas, mas acabei sendo eliminada na fase de entrevista — uma etapa menos técnica, digamos assim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Acabei fazendo mestrado e doutorado em Geografia na UFG, o que me proporcionou um olhar mais amplo para as questões sociais. Foi nesse contexto que comecei a perceber como o processo de coleta e análise de dados é essencial, por exemplo, para a criação e o monitoramento de políticas sociais. Isso despertou meu interesse pelo papel dos dados na compreensão de fenômenos sociais — foi meu primeiro contato mais direto com esse tema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Posteriormente, ingressei como docente no curso de Jornalismo, em um momento em que havia o interesse de fortalecer a área de novas tecnologias no curso. A vaga para a qual fui aprovada era voltada à produção de texto jornalístico e jornalismo de dados. Decidi então fazer uma especialização em jornalismo de dados, que estou concluindo agora, e desde então tenho me dedicado mais a essa área.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O que motivou a criação do projeto de extensão OJU, e como ele contribui para o enfrentamento das desigualdades raciais na comunicação?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O projeto OJU surgiu justamente como uma forma de colocar em prática os conhecimentos trabalhados na disciplina de jornalismo de dados. Infelizmente, o curso de Jornalismo atualmente não oferece muitas disciplinas voltadas a essa área. Os estudantes cursam a disciplina, mas sentem a necessidade de continuar produzindo e aprofundando seus conhecimentos em jornalismo de dados — que dialoga fortemente com rotinas de checagem de fatos e combate à desinformação, todos alinhados ao uso de novas tecnologias e à plataformização do jornalismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O jornalismo de dados tem uma conexão muito próxima com as tarefas de checagem e com o enfrentamento à desinformação. Assim, o projeto foi pensado como um espaço de formação para os estudantes atuarem com jornalismo de dados, checagem e combate à desinformação, mas também como uma forma de extensão: um modo da universidade contribuir com a sociedade, ajudando a preservar a integridade do ecossistema informacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ao longo da sua caminhada como pesquisadora e educadora, quais foram os principais desafios que enfrentou por ser uma mulher negra atuando em áreas historicamente dominadas por homens brancos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sendo uma mulher negra na universidade, os desafios são muitos. Eles vão desde o racismo direto, que enfrentamos no cotidiano e em sala de aula, até formas mais veladas, como o que aconteceu no processo seletivo de mestrado, quando fui eliminada na entrevista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Hoje, atuando na área de novas tecnologias em comunicação, percebo claramente como as pessoas se surpreendem por eu estar nesse campo e não apenas falando sobre racismo, gênero ou mulheres negras. Falo sobre essas questões, sim, mas dentro de uma perspectiva tecnológica — um espaço em que, historicamente, as pessoas não estão acostumadas a ver mulheres negras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A senhora costuma trabalhar com temas ligados às ações afirmativas e às relações étnico-raciais. Como essas pautas se conectam com o universo das tecnologias da informação e da comunicação?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Desde o surgimento das ações afirmativas, especialmente as cotas para pessoas negras nas universidades, há uma forte presença da desinformação tentando deslegitimá-las. Isso permanece até hoje. Inclusive, estamos atualmente trabalhando na checagem de uma matéria publicada por um jornal que disseminou informações falsas sobre o sistema de cotas nas universidades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Por isso, é fundamental que utilizemos as novas tecnologias da informação e comunicação e as ferramentas de checagem de fatos — que exigem rigor técnico, ética e comprometimento. Essas ferramentas são essenciais para fortalecer políticas públicas como as ações afirmativas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Vivemos um contexto de hiperdatificação da sociedade. Muitos dados são produzidos e compartilhados diariamente, e o acesso e análise desses dados permitem avaliações importantes dessas políticas. Um exemplo foi a reportagem que publicamos no Jornal UFG no mês passado, mostrando que, nos últimos 14 anos, o número de pessoas negras na UFG aumentou cinco vezes — ou seja, 500%. Só conseguimos publicar essa reportagem porque a UFG mantém uma política de dados abertos, o que permitiu analisar o perfil racial dos estudantes de graduação entre 2010 e 2024.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Quais barreiras ainda precisam ser superadas para que meninas e mulheres negras se sintam pertencentes e atuantes nas áreas de ciência, tecnologia e inovação?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Acredito que a primeira barreira é a falta de referências. Meninas e mulheres negras precisam se ver como pessoas que podem ocupar esses espaços. É por isso que ações como a vinda da Nina da Hora à UFG, no início deste mês, são tão importantes. Ela falou sobre racismo algorítmico e humanidades digitais, e sua presença inspira outras meninas negras a perceberem que esse lugar também é delas. A quebra dessa barreira simbólica é o primeiro passo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Que estratégias educativas e políticas públicas poderiam ser adotadas para ampliar a presença feminina — especialmente de mulheres negras — nas TICs?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;É preciso criar ambientes inclusivos desde a escola até o ensino superior, garantindo a entrada de mulheres, especialmente negras, nas áreas de tecnologias da informação e comunicação. Existe uma barreira que se forma desde cedo, ainda na escola, que nos ensina que esse não é o nosso lugar. Por isso, a importância da extensão universitária também.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Um exemplo é o projeto de extensão da UFRJ coordenado pela professora Ana Lúcia Nunes, chamado &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Meninas e Mulheres Negras na Ciência&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;. Ele leva oficinas e capacitações para escolas, voltadas a meninas negras na área das TICs. A universidade pode contribuir muito nesse sentido, levando formação para esses espaços. Além disso, é fundamental manter políticas já existentes, como o sistema de cotas, que possibilitam o ingresso desse grupo nos cursos das áreas tecnológicas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-04-24_at_20.00.05.jpeg" alt="m1" width="707" height="398" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 2: Prof.ª Mariza em atuação na Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da UFG. Arquivo pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Acredita que a universidade tem cumprido seu papel na formação crítica e cidadã de jovens jornalistas quando o assunto é diversidade, ética e uso de tecnologias?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A universidade poderia estar cumprindo melhor esse papel, especialmente se esses temas fossem parte da base de todos os cursos. O que tenho visto, até o momento, é que esse trabalho é realizado por docentes específicos que têm interesse nesses assuntos. Eu sou uma dessas docentes e, por isso, levo esses temas para as minhas aulas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Desde as turmas de ingressantes, quando ministro a disciplina de Produção de Texto Jornalístico I, já começo a dialogar com os estudantes sobre o uso de ferramentas como o ChatGPT para produção jornalística e os desafios éticos e críticos envolvidos nesse uso. No entanto, essa é uma iniciativa individual — minha e de alguns outros professores. Ainda não é uma política institucional. Acredito que a universidade deveria assumir esse compromisso de incorporar essas questões de forma estruturada nos currículos de graduação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Poderia compartilhar alguma experiência marcante no ensino ou em projetos de extensão em que tenha percebido o impacto direto do seu trabalho na vida de estudantes?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Uma experiência marcante foi a publicação da reportagem sobre o aumento da presença de pessoas negras na UFG. O projeto OJU tem apenas seis meses, mas essa reportagem já gerou uma repercussão muito positiva. Foi republicada por outros veículos, como o Jornal Opção e a TV UFG, e foi muito significativa para os coletivos negros que atuam na universidade desde os anos 2000.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ver que, em 2024, chegamos a esse ponto, com dados que demonstram a ampliação da presença negra na universidade, é algo muito gratificante. Recebi muitas mensagens de reconhecimento, inclusive de membros da Comissão de Heteroidentificação da UFG, porque o trabalho deles também é evidenciado nesse processo. Foi algo muito impactante, tanto para mim quanto para os estudantes que participaram da pesquisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Por fim, que mensagem gostaria de deixar para as meninas que sonham em ocupar espaços de protagonismo na comunicação, nas ciências e nas tecnologias?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Gostaria de dizer que nós, meninas negras, somos ensinadas a acreditar que precisamos ser dez vezes melhores para ocupar qualquer espaço. E isso, apesar de ser um fardo, também nos fortalece: nos dá a certeza de que podemos ocupar qualquer lugar que desejarmos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Minha mensagem é: não desistam. Esses espaços pertencem a vocês, pertencem a nós. E nós estamos aqui, na universidade, esperando por vocês.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-04-24_at_20.00.40.jpeg" alt="m" width="585" height="780" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 3: Aula ministrada sobre jornalismo investigativo e o uso das tecnologias de busca. Arquivo pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Com sua trajetória marcada pela resistência, pela curiosidade intelectual e pelo compromisso com a transformação social, Mariza Fernandes reafirma que é possível – e urgente – ocupar espaços de poder no jornalismo, na ciência e na tecnologia a partir de uma perspectiva antirracista e ética. Sua atuação como educadora, pesquisadora e extensionista não apenas inspira novas gerações, mas também reconfigura as bases do que se entende por inovação no campo da comunicação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ao apostar na formação crítica de estudantes e na produção de conhecimento voltado ao enfrentamento das desigualdades, ela mostra que o jornalismo pode – e deve – ser uma ferramenta de justiça social. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 25 Apr 2025 08:13:00 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/ocupar-para-transformar</link>
      <guid>https://mc.ufg.br/n/ocupar-para-transformar</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Raízes do Amanhã: Preservar o Solo é Cultivar o Futuro</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="CP 2" title="CP 2" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/IMG_5138.PNG?1744663648" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.39; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Texto por: Iasmin Feitosa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;No dia 15 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional da Conservação do Solo, uma data que convida à reflexão sobre a importância desse recurso natural essencial — e muitas vezes invisível — para a vida e o desenvolvimento sustentável. Afinal, é no solo que se firmam as raízes da produção agrícola, da biodiversidade e da própria segurança alimentar. Mas, apesar de seu papel vital, o solo segue sendo ameaçado por práticas inadequadas de uso e manejo, o que torna urgente o debate sobre sua preservação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para aprofundar esse tema, conversamos com Alcido Elenor Wander, pesquisador da Embrapa, doutor em Ciências Agrárias com ênfase em Economia Agrícola pela Universidade de Göttingen (Alemanha) e presidente da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER). Com ampla atuação na pesquisa e na formulação de políticas ligadas ao agronegócio, Alcido é uma referência quando o assunto é o equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade no campo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Na entrevista, ele destaca o solo como um dos principais fatores de produção na agropecuária brasileira e explica por que sua conservação é determinante para o futuro do agronegócio, da agricultura familiar e do bem-estar das comunidades rurais. Ele também fala sobre políticas públicas, os avanços gerados pela pesquisa científica e os principais desafios enfrentados por produtores, especialmente diante das desigualdades no acesso a recursos e tecnologias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Além disso, Alcido ressalta o papel de universidades, centros de pesquisa e da própria sociedade na construção de uma consciência mais crítica e responsável sobre o uso do solo. Afinal, preservar esse recurso não é só uma necessidade do setor agropecuário, mas uma urgência coletiva diante das mudanças climáticas, da insegurança alimentar e da crescente pressão sobre os recursos naturais do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.39; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/IMG_5135.PNG" alt="W3" width="563" height="543" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.39; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Foto 1: Alcido participando do “Pulses and Special Crops International Summit”, evento internacional que reúne empresas do setor de feijões e colheitas especiais. Reprodução arquivo pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Confira a seguir:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;IASMIN FEITOSA: Qual a importância da conservação do solo para o desenvolvimento sustentável do Brasil, especialmente no contexto do agronegócio?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;ALCIDO ELENOR WANDER: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Dentre os fatores de produção (terra, capital e trabalho), o solo — correspondente ao fator terra — é fundamental, considerando que, na agropecuária, ocorrem uma série de processos de natureza biológica para os quais as características do solo são essenciais. Como a agropecuária é parte central do agronegócio, um solo com boas características produtivas é determinante para o processo biológico de produção. A conservação dessas características produtivas é crucial para a sustentabilidade de todas as atividades que dependem diretamente desse recurso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Quais são os principais desafios enfrentados pelos produtores rurais hoje em relação à preservação e ao uso adequado do solo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Os produtores rurais, que dependem diretamente das condições produtivas dos solos, são os maiores interessados em manter e até melhorar suas características. Isso implica realizar investimentos em melhorias contínuas, com o objetivo de assegurar bons níveis produtivos ao longo do tempo. No entanto, esses investimentos exigem recursos que nem sempre estão disponíveis para todos os produtores, principalmente devido ao alto custo do capital necessário para realizar tais investimentos. Em uma perspectiva de médio e longo prazo, muitas vezes os produtores precisam abrir mão de parte dos retornos no curto prazo para garantir retornos sustentáveis no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Como o senhor avalia a relação entre políticas públicas e práticas conservacionistas no campo? Temos avançado nesse sentido?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;As políticas públicas exercem um papel indutor importante no estímulo a comportamentos desejáveis por parte dos produtores e demais atores das cadeias produtivas. Elas funcionam como incentivos econômicos para a implementação de ações que visam à melhoria contínua das condições produtivas dos recursos naturais, como o solo e a água. Ao longo do tempo, tivemos avanços significativos, como a criação do Programa de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), que incentiva a adoção de práticas produtivas como o plantio direto, os sistemas integrados de produção, o cultivo de florestas plantadas, a fixação biológica de nitrogênio, entre outras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Que práticas de manejo sustentável o senhor considera mais eficazes para preservar a qualidade do solo sem comprometer a produtividade agrícola?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Entendo que as práticas contempladas pelo Plano ABC reúnem um conjunto bastante interessante de ações, entre as quais destaco: (a) o sistema de plantio direto; (b) os sistemas integrados de produção, como a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF); (c) as florestas plantadas, como os cultivos de eucalipto e outras espécies voltadas para fins energéticos e madeireiros; (d) a fixação biológica de nitrogênio, em que as plantas cultivadas são inoculadas com bactérias capazes de fixar o nitrogênio atmosférico, reduzindo significativamente a necessidade de adubação com nitrogênio de origem fóssil; (e) a recuperação de pastagens degradadas, o que aumenta a produtividade das áreas de pasto e, consequentemente, preserva outras áreas que poderiam ser destinadas a outros usos; e (f) o tratamento de dejetos animais, reduzindo a contaminação ambiental e fornecendo nutrientes importantes para a melhoria da qualidade do solo na agropecuária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;De que forma a pesquisa científica tem contribuído para o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis no uso do solo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A pesquisa científica tem gerado, de forma contínua, novos conhecimentos. Esses avanços vêm sendo incorporados a novas práticas e estratégias de manejo do solo, adaptadas a diferentes contextos e realidades produtivas. Um excelente exemplo é o conjunto de práticas contempladas pelo Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), que resulta de intensos esforços científicos. Esses princípios foram comprovados por meio de pesquisas e validados regionalmente, considerando as distintas condições locais, para que possam ser efetivamente implementados pelos produtores rurais. É fundamental que todos esses resultados sejam devidamente comunicados aos produtores, para que eles compreendam a importância e a viabilidade da adoção dessas práticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.39; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/IMG_5136.PNG" alt="W2" width="702" height="523" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 2: Área de manejo sustentável em Mangueirinha-PR. Reprodução arquivo pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Poderia citar projetos ou iniciativas da Embrapa que têm se destacado na promoção da conservação dos solos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A Embrapa tem desenvolvido diversos projetos e ações voltados à melhoria das características produtivas dos solos. Talvez o exemplo mais emblemático seja a conversão de solos ácidos do Cerrado em solos altamente produtivos, o que permitiu o expressivo desenvolvimento da agropecuária nessa região. Os sistemas integrados, que combinam culturas anuais, forrageiras e espécies arbóreas na mesma área, têm se consolidado como um grande sucesso, especialmente com a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e suas variações. Outro destaque é a fixação biológica de nitrogênio, que hoje gera uma economia de dezenas de bilhões de dólares ao reduzir a necessidade de adubação nitrogenada de origem mineral (fóssil). Além disso, há diversas outras iniciativas voltadas à melhoria da qualidade dos solos agropecuários nas diferentes regiões do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Como a degradação do solo impacta diretamente a economia rural e o bem-estar das comunidades agrícolas?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Solos manejados de forma inadequada comprometem seu potencial produtivo. Isso resulta em uma menor produção, o que significa menos renda para os produtores rurais e menor oferta de produtos essenciais, como alimentos, fibras e energia, para a sociedade. A redução na produção impacta diretamente na renda individual e coletiva, além de diminuir a disponibilidade desses recursos. Quando os solos estão severamente degradados, os custos para recuperá-los podem ser tão elevados que, em alguns casos, tornam a recuperação inviável. Portanto, o manejo adequado dos solos, visando manter e até melhorar seu potencial produtivo, é a melhor estratégia a ser adotada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A agricultura familiar enfrenta os mesmos desafios da agricultura em larga escala quando se trata de conservação do solo? Há diferenças importantes?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Todos os agricultores, independentemente da escala de produção, precisam cuidar adequadamente de seus recursos produtivos, incluindo o solo e a água. Parte dos agricultores familiares tem acesso a informações e conhecimentos técnicos que permitem realizar um bom manejo de seus solos. No entanto, muitos outros enfrentam dificuldades devido ao acesso limitado a conhecimentos técnicos e, frequentemente, à falta de recursos financeiros necessários para investir na melhoria da qualidade do solo. Por outro lado, os produtores em larga escala normalmente possuem maior acesso tanto ao conhecimento técnico quanto ao capital necessário para realizar os investimentos necessários nas melhorias de suas áreas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Como o senhor vê o papel das universidades e centros de pesquisa na formação de produtores e profissionais mais conscientes sobre o uso do solo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;As universidades e os centros de pesquisa desempenham um papel fundamental nesse processo. Ambos são responsáveis por desenvolver pesquisas que podem resultar em recomendações técnicas e inovações tecnológicas para melhorar o manejo do solo na agropecuária em todo o país. Além disso, as universidades e outras instituições de ensino têm a missão crucial de formar bem os novos profissionais que atuarão no setor agrícola. Esses profissionais serão responsáveis por fazer as recomendações necessárias aos produtores, para que o uso do solo seja cada vez mais eficiente e sustentável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O que o Dia Nacional da Conservação do Solo representa para a sociedade brasileira e por que essa data ainda é tão necessária?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O Dia Nacional da Conservação do Solo, celebrado em 15 de abril, foi instituído para conscientizar a sociedade sobre a importância do solo como um recurso essencial para a vida. A data tem o objetivo de promover práticas sustentáveis de manejo e preservação do solo. Acredito que essa data continua sendo muito relevante, pois o solo ainda enfrenta ameaças constantes, como erosão, degradação, compactação e contaminação, que comprometem sua fertilidade e afetam a segurança alimentar. Além disso, solos degradados têm uma menor capacidade de captar carbono, o que agrava problemas climáticos, como o aquecimento global, que afeta a população atual. Portanto, precisamos cuidar do solo, tanto para o nosso bem-estar quanto para o das futuras gerações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.39; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt; text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/IMG_5137.JPG" alt="W1" width="766" height="400" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 3: Plantação de feijão em agricultura familiar. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 8pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A entrevista com Alcido Elenor Wander reforça que conservar o solo é muito mais do que uma prática ambiental — é um compromisso com o presente e o futuro da produção agrícola, da economia rural e da vida em sociedade. A degradação do solo, quando ignorada, gera efeitos em cadeia: impacta a renda dos produtores, reduz a oferta de alimentos, afeta a saúde dos ecossistemas e contribui para as mudanças climáticas. Por outro lado, o investimento em manejo sustentável, aliado a políticas públicas eficazes e ao acesso ao conhecimento técnico, abre caminho para um modelo de agricultura mais justo, resiliente e duradouro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3900000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O Dia Nacional da Conservação do Solo, portanto, não é apenas uma data simbólica: é um chamado à ação. É o momento de reconhecer o solo como um bem coletivo, que precisa ser cuidado e protegido por todos — produtores, pesquisadores, gestores públicos e consumidores. Como destaca o pesquisador, “cuidar bem do solo é cuidar do nosso próprio futuro”. E que essa consciência, mais do que celebrada, seja aplicada no cotidiano de quem cultiva, consome e pensa o campo brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 14 Apr 2025 17:57:33 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/raizes-do-amanha</link>
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    </item>
    <item>
      <title>14 DE ABRIL: UMA PAUSA PARA OLHAR PARA O CÉU</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="rX" title="rX" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/Feeds_MC.png?1744893622" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Um convite para viajar para outro planeta!&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto por: Felipe Cordeiro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;14 de abril, uma data singela, mas muita gente tem redescoberto algo simples e poderoso: levantar os olhos. O chamado “Dia de Olhar para o Céu” vem ganhando espaço como um convite coletivo à pausa, à contemplação e à curiosidade. A proposta é deixar de lado, ainda que por alguns minutos, as telas e as distrações para simplesmente observar o céu — algo que fazemos tão pouco, mas que sempre esteve ali.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A escolha da data tem um motivo especial: abril é um mês generoso para quem gosta de observar o firmamento. É nessa época que ocorrem fenômenos astronômicos como a chuva de meteoros Líridas, além de belas conjunções entre planetas e a Lua. E o melhor: tudo isso pode ser visto a olho nu. Em tempos tão acelerados, parar para ver o céu é mais do que contemplação — é uma forma de se reconectar com o que nos escapa na correria do dia a dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Olhar para o céu é, no fundo, um gesto de presença. Pode ser durante uma caminhada, da varanda de casa ou até no intervalo do trabalho. Estrelas, nuvens, luas ou o simples azul: o que importa é o olhar atento, curioso, sem pressa. Porque às vezes, tudo o que a gente precisa está logo acima da cabeça. Vamos olhar para o céu?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 13 Apr 2025 18:59:05 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/uma-pausa-para-olhar-o-ceu</link>
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    </item>
    <item>
      <title>O céu é o limite</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="CP" title="CP" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-04-07_at_21.00.12_%281%29.jpeg?1744580848" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em comemoração ao Dia Mundial da Astronomia, o Museu de Ciências conversa com Rafael Miloni Santucci, diretor do planetário da UFG&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Por: Iasmin Feitosa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;No dia 8 de abril é celebrado o Dia Mundial da Astronomia no Brasil, e o Museu de Ciências aproveita a data para homenagear essa área fascinante — e ainda pouco explorada nas salas de aula do país. Para isso, convidamos Rafael Miloni, diretor do Planetário da Universidade Federal de Goiás (UFG), para uma conversa sobre sua trajetória e os encantos da ciência que estuda o céu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Graduado em Física com habilitação em Astronomia pela Universidade de São Paulo, Miloni atua com pesquisa e divulgação científica desde 2005. Hoje é professor adjunto na UFG, onde desenvolve trabalhos nas áreas de arqueologia galáctica, astrofísica estelar — com foco observacional — e análise de grandes bases de dados. Seus objetos de estudo incluem estrelas pobres em metais, &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;blue stragglers&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; e estrelas azuis de ramo horizontal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Nesta entrevista, ele compartilha as origens de sua paixão pelas estrelas, os desafios e descobertas da carreira e oferece conselhos a quem sonha seguir os passos de quem lê o universo como um grande livro aberto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/Captura_de_tela_2025-04-07_204055.png" alt="1" width="571" height="367" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: #000000;"&gt;Foto 1: Rafael Miloni ao lado do projetor utilizado no Planetário UFG. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Confira a seguir:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;IASMIN FEITOSA: Rafael, o que despertou seu interesse pela astronomia? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;RAFAEL MILONI: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Bom, eu tive a sorte de morar na periferia de São Paulo. Não vou chamar isso de azar, porque a minha minha casa propiciava umas coisas que talvez outras casas não pudessem. Por conta de estar afastada da região central, eu tinha acesso a um céu um pouco melhor do que regiões mais iluminadas. Então, era muito comum eu olhar para o céu; e um ponto foi muito importante: eu, pela primeira vez, vi um objeto “andando” no céu. Eu nunca tinha visto nenhum fenômeno parecido. Eu cheguei a comentar com o meu irmão. Eu perguntei se ele tinha visto e ele deu uma resposta excelente para mim: "Sim, já tinha visto isso quando estava andando na rua, mas fiquei com medo! Aí, parei de olhar para o céu, corri para casa e nunca mais toquei nesse assunto". Só que, para mim, isso se tornou uma necessidade. Eu pensava: “eu quero saber o que é isso, de toda forma, não importa o que aconteça, eu vou me dedicar. Enquanto eu não souber como funcionam as coisas no céu, eu não vou sossegar”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;E o que eram as coisas no céu? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ah, olha só! Você é uma das poucas pessoas que pergunta isso! Eu coloco esse gancho, mas as pessoas não perguntam. Eram satélites artificiais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Tem algum momento na sua carreira que você considera marcante?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Há! Vários. Eu tenho muita sorte de ter tido oportunidades boas em épocas muito importantes. Eu tenho esse momento marcante: a minha primeira ida ao planetário como voluntário, enquanto eu fazia graduação. As pessoas precisavam de trabalho voluntário e eu era uma das pouquíssimas pessoas que estava fazendo graduação na área que o planetário teria algum proveito, que é a física, a astronomia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Então, lembro muito bem de como foi importante eu estar lá naquele momento, tanto para o planetário como para mim. Eu fiquei muito feliz de poder trabalhar nesse lugar. A partir daí, tive a sorte de trabalhar com pessoas muito boas que me abriram portas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Eu me dediquei muito à pós-graduação e uma coisa legal é que eu sempre fui da área observacional. Eu sempre trabalhei fazendo pesquisa, coletando dados e analisando dados de observações. Isso me deu a possibilidade de ter trabalhos importantes logo no começo da carreira. Então, antes de terminar o doutorado, eu tive dois artigos muito importantes que foram capa da &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Nature&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;! A primeira edição da capa da &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Nature Astronomy&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; é um trabalho que teve uma participação muito importante de uma observação que eu fiz. Foi uma coisa muito legal poder trabalhar com isso. Estar produzindo uns resultados interessantes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Meu trabalho de doutorado mesmo foi uma coisa muito legal, porque foi uma ideia minha. Era sobre um tipo de estrela que eu analisava e que ninguém dava bola, digamos, porque achavam que não era importante, e que rendeu também um resultado que saiu na &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Nature Physics&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Você acha que existem habilidades essenciais para quem quer seguir carreira na astronomia? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Sim. A primeira é gosto. Se você realmente tiver isso como uma coisa que você tem alegria de fazer, de pesquisar e de entender, é para aí que você tem que seguir. Depois de trilhar esse caminho por alguns anos, é claro para mim que existem ferramentas que, o quanto antes a gente desenvolver, mais fácil é o trajeto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Eu poderia dizer, tipo, o gosto pela matemática é uma coisa muito importante. Você não precisa ser bom. Não estou dizendo que você precisa ser genial em matemática, mas você precisa gostar de matemática&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Hoje em dia, também é muito claro para mim &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;— &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;coisa que não era tão frequente quando eu entrei, mas que é urgente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 13.5pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: #ffffff; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;—&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; que os astrônomos saibam programar. Então, a linguagem de programação que é mais usada na astronomia hoje (pode não ser a mais rápida e a melhor) é o Python. Quanto antes a pessoa tiver, assim, até gosto de aprender a programar, escolher uma linguagem de programação e ter facilidade de desenvolver um programa para fazer um resultado…Isso é fundamental. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;E, por fim, você não precisa ser fluente, mas você precisa saber ler em inglês. Não existe fonte de informação em português com conhecimento de astronomia que seja tão boa quanto são os livros em inglês. A gente tem livros bons em português, mas eles são muito limitados a professores das áreas específicas que fizeram esses livros para os seus cursos de graduação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Se você tivesse que fazer uma escalação dos maiores problemas que a astronomia enfrenta aqui no Brasil, quais seriam eles? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O problema do curso de astronomia é que ele não tá instalado em todas as cidades (onde as pessoas têm interesse) e ir até as cidades para fazer esse curso… Às vezes, não é uma coisa muito fácil. E não é um curso que a pessoa ganha dinheiro enquanto está fazendo ele. Você não vai encontrar um mercado de trabalho querendo astrônomos em formação para estagiar em algum lugar que vai te dar alguma coisa. Isso não acontece, infelizmente. Esse é o segundo ponto, que é um problema desde o começo até o final. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A gente tem a necessidade de ter uma boa formação em astronomia desde as crianças até os adolescentes, porque isso é obrigatório na base nacional comum curricular. Mas, de ser obrigatório até ser uma ação corretamente feita, existe um abismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/Captura_de_tela_2025-04-07_210836.png" alt="3" width="544" height="324" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 2: Chuva de Meteoros. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Eu adoraria saber quais equívocos você mais vê as pessoas perpetuarem sobre assuntos da astronomia!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;É, tem muita coisa. Por exemplo, uma das coisas que acontece com a sessão do planetário que passamos aqui. A gente explica o que é um meteoro (que é um brilho feito por um pedaço de rocha que entrou na atmosfera; ele se queima e forma aquele rastro brilhante). Isso na cabeça das pessoas já “faz” uma tristeza. Uma decepção profunda, porque o nome que elas conhecem para isso é estrela cadente. E quando elas percebem que estão fazendo um pedido por um pedacinho de uma pedra que entrou no ar elas ficam frustradas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Tem gente que fica triste quando eu falo que a gente não encontrou vida em nenhum outro lugar além da Terra. As pessoas gostam de acreditar na teoria da conspiração de que a gente é visitado por naves espaciais e tudo mais… Isso é diferente de afirmar que não tem. Porque a gente procura, mas… É uma coisa que frustra muita gente, sabe? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Estamos chegando na última pergunta, que é: que dicas você daria para jovens que querem seguir carreiras em astronomia? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Então, olha só… Eu posso enganar pela minhas falas, mas me divirto e sou muito feliz por ter feito a astronomia. Eu não faria outra coisa da minha vida, mas tem vários momentos que eu paro, olho para trás e falo: "Nossa, é porque eu era novo que eu aguentei algumas coisas, porque se fosse hoje, com a minha cabeça, eu não passaria por isso de novo”. O curso de astronomia é difícil porque ele tem pouco reconhecimento fora do mundo acadêmico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;É um curso complicado, sabe? Não dá para falar que é tudo mil maravilhas. A pessoa tem que ter muita consciência do que é o curso de astronomia. Ela tem que procurar ao máximo saber como é a realidade do curso que ela vai fazer, de onde é o curso de astronomia, do que ela precisa para se dar bem no curso, conversar com alunos que fazem aquele curso (eles podem dar uma ideia do que é difícil, do que é fácil, do que é legal, do que que não é legal). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Então, é interessante que ela, pelo menos, faça uma busca através da internet. Hoje, na rede social, você consegue entrar em contato com pessoas que fazem os cursos e podem te dar alguma resposta. Bom… Gostar de matemática é uma coisa fundamental… E saber que a astronomia é uma área que, no Brasil, pelo menos atualmente, está muito mais voltada para o mundo acadêmico do que para o mercado de trabalho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Logicamente, que não serão tapadas as portas por completo no mercado de trabalho, mas o curso de astronomia é pensado para desenvolver pesquisa, para você trabalhar com descobertas nesta área do conhecimento e não atender uma demanda de profissionais do mercado de trabalho, sabe? Isso é uma coisa importante de ter em mente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;————————————————————————————————————&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A conversa com Rafael Miloni deixa claro que a astronomia é muito mais do que contemplar o céu estrelado. É uma área que exige dedicação, preparo técnico, curiosidade e, acima de tudo, paixão pela investigação científica. Ao mesmo tempo, é um campo capaz de proporcionar descobertas transformadoras — tanto para quem pesquisa quanto para quem aprende. Como Miloni mostrou, entender o universo também é uma forma de nos entendermos melhor enquanto espécie, cultura e civilização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Apesar dos desafios estruturais enfrentados por quem escolhe essa carreira no Brasil, especialmente no que diz respeito à formação e ao mercado de trabalho, a astronomia continua a atrair mentes inquietas. Isso porque, para além das dificuldades, há um encantamento profundo que se revela em cada dado analisado, em cada estrela observada, em cada hipótese que se transforma em conhecimento. Nesse sentido, a trajetória de Miloni também é um convite para persistir, investigar, se conectar com a ciência — mesmo quando o caminho parece difícil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.8; text-indent: 36pt; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/Captura_de_tela_2025-04-07_204244.png" alt="2" width="453" height="375" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 3: O diretor posando em frente ao Planetário UFG. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.7999999999999998; text-indent: 36pt; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Neste Dia Mundial da Astronomia, fica a provocação: a astronomia pode até não estar no centro das nossas rotinas, mas certamente está no centro de tudo que nos cerca! É uma ciência que começa com a curiosidade e, com sorte e empenho, pode te levar tão longe quanto o universo permitir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sun, 13 Apr 2025 18:53:55 -0300</pubDate>
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