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    <title>MC - Museu de Ciências</title>
    <description>MC - Museu de Ciências</description>
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      <title>Coleção Zoológica</title>
      <description>&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.mc.ufg.br/p/colecao-zoologica-icb"&gt;Original&lt;/a&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 21:00:42 -0300</pubDate>
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    <item>
      <title>Museu de Ciências da UFG participa do 20ª Primavera dos Museus</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="PM" title="PM" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/Card_Estamos_Participando_-_1080x1350.png?1789823806" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Com o tema nacional "Museus para todas as pessoas", 6 núcleos museológicos promoveram 7 atividades especiais entre 21 e 09 de outubro.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 19 Sep 2026 10:41:09 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/patio-participa-da-primavera-dos-museus</link>
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    <item>
      <title>Dia Mundial do Meio Ambiente destaca urgência de ações diante das mudanças climáticas e da pressão sobre os recursos naturais</title>
      <description>&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Data celebrada em 05 de junho chama atenção para desafios ambientais e para a necessidade de equilíbrio entre desenvolvimento e preservação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/ma2027.1.png" alt="ma2027" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto por: Felipe Cordeiro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Celebrado em 05 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente coloca em evidência um dos temas mais urgentes da atualidade. Em diferentes partes do planeta, eventos climáticos extremos, perda da biodiversidade, poluição e escassez de recursos naturais têm ampliado os debates sobre sustentabilidade e qualidade de vida, aproximando a questão ambiental do cotidiano da população.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Criada pela Organização das Nações Unidas em 1972, a data busca estimular a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e incentivar governos, instituições e cidadãos a adotarem práticas que contribuam para a proteção dos ecossistemas. Ao longo das últimas décadas, o tema deixou de ser uma preocupação restrita a especialistas e passou a ocupar espaço central nas discussões sobre economia, saúde pública e desenvolvimento social.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, os desafios ambientais se apresentam de diferentes formas. O país reúne uma das maiores biodiversidades do mundo, além de extensas reservas de água doce e importantes biomas. Ao mesmo tempo, enfrenta questões relacionadas ao desmatamento, às queimadas, à expansão urbana desordenada e aos impactos das mudanças climáticas sobre as cidades e áreas rurais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As consequências desses fenômenos já são percebidas pela população. Ondas de calor mais intensas, períodos prolongados de seca, enchentes e alterações nos ciclos de chuva têm provocado impactos diretos na agricultura, no abastecimento de água e na rotina das comunidades, evidenciando a relação entre meio ambiente e qualidade de vida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Preservação ambiental e responsabilidade coletiva&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Especialistas apontam que a proteção ambiental depende da participação conjunta da sociedade, do setor produtivo e do poder público. Medidas como redução da poluição, uso consciente dos recursos naturais, recuperação de áreas degradadas e incentivo a práticas sustentáveis são consideradas fundamentais para minimizar os impactos ambientais observados atualmente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A educação ambiental também ocupa papel estratégico nesse processo. O acesso à informação permite que crianças, jovens e adultos compreendam como suas escolhas diárias influenciam o meio ambiente, desde o consumo de água e energia até a geração e o descarte de resíduos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Além das ações individuais, o fortalecimento de políticas públicas voltadas à conservação dos recursos naturais é apontado como uma das principais ferramentas para enfrentar os desafios ambientais das próximas décadas. O planejamento urbano, a proteção de nascentes, a preservação de florestas e o incentivo a tecnologias sustentáveis estão entre as medidas frequentemente debatidas por pesquisadores e gestores.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em um cenário de transformações climáticas cada vez mais perceptíveis, o Dia Mundial do Meio Ambiente surge como um momento de reflexão sobre a relação entre sociedade e natureza. A data também destaca a importância de construir soluções capazes de garantir desenvolvimento econômico, inclusão social e preservação ambiental para as futuras gerações.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/ma2027.png" alt="ma2027.1" width="584" height="355" /&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:17:05 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/dia-mundial-do-meio-ambiente</link>
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    <item>
      <title>Dia do Geógrafo: profissionais ganham protagonismo diante da crise ambiental e dos desafios urbanos</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="29" title="29" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2026-05-28_at_18.30.30.jpeg?1780003879" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Especialistas apontam crescimento da atuação dos geógrafos em debates ambientais, educação e planejamento das cidades&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto por: Felipe Cordeiro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2026-05-28_at_16.10.51.jpeg" alt="Geo" width="692" height="461" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Celebrado em 29 de maio, o Dia do Geógrafo destaca uma profissão cada vez mais presente nas discussões sobre mudanças climáticas, preservação ambiental e organização das cidades. Em um cenário marcado por eventos extremos, crescimento urbano acelerado e pressão sobre os recursos naturais, a Geografia passou a ocupar um espaço estratégico na produção de conhecimento e na busca por soluções para problemas contemporâneos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A atuação do geógrafo vai muito além da sala de aula ou da elaboração de mapas. Hoje, esses profissionais participam de pesquisas ambientais, planejamento urbano, gestão territorial, análise climática, consultorias e projetos ligados à sustentabilidade. O avanço das pautas ambientais também ampliou o campo de atuação da categoria nos últimos anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para o geógrafo e cientista ambiental Pedro Novaes, o momento atual apresenta oportunidades importantes para a profissão, mas também exige responsabilidade diante dos desafios sociais e ambientais. “Mas acho que ser geógrafo no Brasil hoje traz muitas oportunidades e responsabilidades: oportunidades, porque acho que o campo se abriu muito, sobretudo a partir da demanda das questões ambientais, onde quem é geógrafo naturalmente tem um lugar de fala, vamos dizer assim, por ser um conhecimento de síntese que exatamente trabalha nessa, nessa linha entre a sociedade e a natureza”, afirma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Segundo ele, o crescimento do debate ambiental colocou a Geografia em uma posição relevante dentro das discussões acadêmicas e sociais. Ao mesmo tempo, os profissionais da área precisam participar ativamente da construção de respostas para questões urgentes ligadas ao clima, ocupação urbana e desigualdades socioambientais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ciência que conecta sociedade e natureza&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A Geografia é reconhecida por unir conhecimentos das ciências humanas e naturais. Essa característica faz com que a área consiga analisar problemas complexos de forma ampla, relacionando território, sociedade, economia e meio ambiente dentro de um mesmo contexto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para Pedro Novaes, esse é justamente um dos principais diferenciais da profissão. “Acho que o principal valor do geógrafo é esse, é o de oferecer perspectivas e de oferecer informações que ajudem a costurar, recosturar, vamos dizer assim, essa separação entre sociedade e natureza que está na base dos problemas ambientais e da crise ambiental”, destaca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;O especialista também chama atenção para o papel desempenhado pelos professores de Geografia na formação de crianças e adolescentes. A licenciatura segue como uma das áreas mais fortes da profissão e possui importância direta na construção do pensamento crítico dentro das escolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“A licenciatura em geografia também é uma formação importante e forte e que cumprem aí também um papel fundamental. Fundamental de levar essa perspectiva para as crianças, para os adolescentes, para aqueles que estão em idade escolar também”, explica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Desafios e novas perspectivas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Apesar do crescimento da área, os desafios da profissão continuam ligados à própria identidade da Geografia como ciência interdisciplinar. A necessidade de dialogar com diferentes áreas do conhecimento exige atualização constante e capacidade de interpretação de problemas sociais e ambientais complexos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Pedro Novaes avalia que o futuro da profissão é positivo, principalmente diante da crescente demanda por especialistas capazes de compreender as relações entre desenvolvimento humano e preservação ambiental. Ainda assim, ele acredita que a Geografia seguirá enfrentando o desafio de equilibrar diferentes perspectivas dentro da produção científica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;“Então acho que o desafio continua sendo esse, como cada vez mais conciliar essas duas perspectivas, esses dois mundos para contribuir nos debates contemporâneos relevantes”, afirma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Nos últimos anos, o aumento das discussões sobre mudanças climáticas, eventos extremos e sustentabilidade também ampliou a procura por profissionais especializados em análise territorial e planejamento ambiental. A Geografia aparece, nesse cenário, como uma área essencial para interpretar transformações sociais e ambientais que afetam diretamente o cotidiano da população.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Apesar dos desafios, especialistas observam um cenário promissor para os próximos anos. O professor e doutor em Geografia Vinícius Polzin destaca que a combinação entre conhecimento geográfico e novas tecnologias tem ampliado significativamente as oportunidades profissionais. “A perspectiva de mercado para quem une a Geografia à tecnologia e às novas demandas globais é altíssima. O geógrafo do presente/futuro precisa se familiarizar cada vez mais o tratamento de dados espaciais, Sensoriamento Remoto, as rápidas transformações no contexto do trabalho, da economia, da urbanização e das mudanças climáticas”, afirma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial,sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/d3a59944-fe63-4e6e-8e72-361f1c9722da.jpeg" alt="P" width="393" height="392" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 28 May 2026 17:18:57 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/dia-do-geografo</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Museu de Ciências da UFG participa do 22º Conpeex</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Conpeex 22" title="Conpeex 22" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.33.54.jpeg?1762792467" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;A ação integrada de interação entre a universidade e a sociedade recebeu mais de mil pessoas em 4 dias&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.20.45.jpeg" alt="Conpeex 2" width="487" height="288" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Texto por Letícia Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dos dias 4 a 7 de novembro, o Museu de Ciências participou do 22º Congresso de Ensino, Extensão e Pesquisa da Universidade Federal de Goiás. Dos 8 núcleos, 6 participaram ativamente com exposições e interações, os quais: Ateliê Tipográfico, Coleção Zoológica, Museu de Ciências Morfológicas, Museu de Informática e Computação, Pátio da Ciência e Planetário. Cada núcleo apresentou materiais, coleções e/ou experimentos de diversas áreas científicas, as quais: Física, Química, Biologia, Astronomia, Computação e Tipografia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As atividades aconteceram sem necessidade de agendamento, facilitando o acesso ininterrupto aos núcleos participantes e suas propostas interativas. O público foi diverso e de todas as idades, recebidos com adaptações privilegiadas feitas pelos monitores, em sua maioria estudantes de diversas faculdades da UFG. A experiência, como um todo, reflete em aprendizado, não só para os visitantes que entram em contato com a ciência de maneira direta e experimental, mas também para os discentes que mediaram as exposições, atendendo a diversos públicos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.20.46.jpeg" alt="Conpeex 3" width="512" height="494" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.20.46_%281%29.jpeg" alt="Conpeex 4" width="512" height="454" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O que é o MC-UFG?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Museu de Ciências abriga 8 núcleos museológicos que visam a popularização da ciência, alfabetização científica e tecnológica e a produção do conhecimento, em equilíbrio com as ações de pesquisa e preservação do patrimônio científico e cultural da universidade. São os núcleos integrantes: Ateliê Tipográfico, Coleção Zoológica, Museu de Ciências Morfológicas, Museu de Informática e Computação, Museu de Geociências, Museu de Solos, Pátio da Ciência e Planetário.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para mais informações sobre visitas aos núcleos, acesse a área de &lt;a href="/p/contato-museu-de-ciencias-e-nucleos"&gt;contatos&lt;/a&gt; do site ou o instagram (&lt;a href="https://www.instagram.com/museudeciencias.ufg/"&gt;@museudeciencias.ufg&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-11-10_at_13.22.20.jpeg" alt="Conpeex 5" width="520" height="693" /&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 04 Nov 2025 13:37:36 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/conpeex</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Museu de Ciências da UFG participa da 19ª Primavera dos Museus com Foco em Mudanças Climáticas</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Banner 19a Primavera dos Museus" title="Banner 19a Primavera dos Museus" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/Capa_facebook_Fundo_claro_-_1640_x_720_px.png?1757640653" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto por Letícia Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-09-30_at_08.20.40.jpeg" alt="MCM 2" width="813" height="1084" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Integração entre o Pátio da Ciência e o Museu de Ciências Morfológicas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Museu de Ciências da Universidade Federal de Goiás (UFG) encerrou com êxito a sua participação na 19ª Primavera dos Museus, evento anual promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Realizado de 1º a 30 de setembro, o evento deste ano teve como tema central "Museus e mudanças climáticas", convidando à reflexão sobre o papel das instituições museológicas no enfrentamento da crise ambiental global. A programação diversificada do MC-UFG destacou a importância da ciência, da história e da cultura na conscientização e busca&lt;br /&gt;por soluções para os desafios climáticos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;As iniciativas foram cuidadosamente planejadas para alinhar-se ao tema da Primavera dos Museus, evidenciando como os museus podem ser plataformas vitais para documentar, pesquisar, educar e intervir nas práticas relacionadas aos impactos ambientais. Os núcleos do MC-UFG desempenharam um papel fundamental,&lt;br /&gt;proporcionando experiências únicas e educativas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Destaques da Programação por Núcleo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Ateliê Tipográfico transportou os visitantes para o século XIX, permitindo uma imersão na história da impressão. Com um acervo impressionante de maquinários históricos, incluindo duas Linotipos e diversas impressoras Minerva, o espaço ofereceu demonstrações práticas e vivências com tipos móveis. Esta atividade ressaltou a evolução da comunicação e a beleza da composição tipográfica, conectando o passado tecnológico com as discussões contemporâneas sobre informação e conhecimento.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/IMG_20250926_085852.jpg" alt="MCM" width="814" height="1084" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Exposição de Entomologia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Estudantes do ensino fundamental e médio também tiveram a oportunidade de participar de visitas mediadas ao Museu de Ciências Morfológicas Arlindo Coelho de Souza. Criado em 2011, o MCM-ICB/UFG, que homenageia o cientista que se dedicou a socializar e divulgar o conhecimento científico sobre o corpo humano e animal. Através do estudo de cadáveres e peças anatômicas, os participantes puderam explorar os diversos sistemas orgânicos e ampliar seus conhecimentos em anatomia, em sessões realizadas às sextas-feiras, das 08h00 às 11h20, durante todo o mês.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Museu de Geociências apresentou uma exposição cativante de desenhos, pinturas e fotografias aéreas, abrangendo desde os anos 50 até os dias atuais. Um dos pontos altos foi o rico acervo de fotos aéreas de Goiás, provenientes do projeto USAF-AST-10, um convênio Brasil-EUA das décadas de 60. Essas imagens, cruciais para a cartografia da época, serviram como documentos valiosos para registrar as mudanças ambientais no bioma Cerrado, oferecendo uma perspectiva histórica das transformações paisagísticas. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-09-30_at_08.20.42_%281%29.jpeg" alt="x" width="809" height="1079" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Gás da lâmpada reagindo com bobina&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No Pátio da Ciência, a interação e a diversão foram as palavras-chave. Localizado no Campus Samambaia, este centro de difusão científica proporcionou um ambiente dinâmico com mais de uma centena de experimentos e demonstrações em Física e Química. A iniciativa visou estimular a curiosidade e a reflexão, sendo ideal para estudantes e toda a comunidade, promovendo o aprendizado lúdico e seguro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-09-30_at_08.20.42_%282%29.jpeg" alt="pdc" width="813" height="1084" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Estande do Clube de Astronomia Cecília Payne&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em um evento especial no dia 25 de setembro, às 19h30, o Planetário da UFG convidou o público para uma viagem cósmica. Guiados por mestres e doutores, os participantes desvendaram os segredos do espaço com o projetor Zeiss Spacemaster, o mais antigo em funcionamento no Brasil. As sessões educativas proporcionaram uma experiência única de diversão e conhecimento para todas as idades, explorando a beleza das&lt;br /&gt;estrelas e planetas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-09-29_at_10.43.47.jpeg" alt="Planetário" width="563" height="1000" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Visitantes da sessão especial do Planetário&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Impacto e Legado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A 19ª Primavera dos Museus no Museu de Ciências da UFG reforçou o papel vital dos museus como centros de preservação, educação e engajamento comunitário. Ao abordar o tema das mudanças climáticas, o evento não apenas valorizou o patrimônio histórico e científico, mas também estimulou a reflexão crítica sobre um dos maiores desafios da atualidade. A participação ativa dos diversos núcleos do MC-UFG demonstrou a capacidade da instituição de se conectar com a comunidade, aumentar sua visibilidade e promover a democratização do acesso à cultura e ao conhecimento científico. O sucesso da iniciativa sublinha a importância de continuar investindo em programas que unam ciência, cultura e responsabilidade socioambiental.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 01 Oct 2025 12:52:07 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/participacao-primavera-dos-museus</link>
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    </item>
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      <title>A ciência e o pesquisador: homenagem na teoria, desvalorização na prática</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa Viva-Voz 5" title="Capa Viva-Voz 5" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-07-08_at_12.59.25.jpeg?1751990395" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: 400; color: #000000;"&gt;A realidade em áreas do conhecimento distintas no Museu de Ciências da UFG &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Texto por Letícia Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para celebrar a importância da pesquisa científica e tecnológica para o desenvolvimento do país, comemora-se o Dia Nacional da Ciência e o Dia do Pesquisador Científico Brasileiro no dia 8 de julho. A data foi estabelecida para homenagear a criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948 e foi precedida da Lei nº 10.221, de 2001, que instituiu o Dia Nacional da Ciência, e da Lei nº 11.807, de 2008, o Dia do Pesquisador Científico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Em razão da data, o Museu de Ciências da Universidade Federal de Goiás (UFG), consultou cada um de seus núcleos para entender o quanto a ciência e os pesquisadores encontram-se valorizados no Brasil. Cada núcleo corresponde a uma área de conhecimento diferente e, por isso, revelariam realidades distintas. Será?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Carlos Roberto Candeiro, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geociências/UFG e responsável pelo Museu de Geociências – cujo objetivo é divulgar temas geocientíficos desenvolvidos por parceiro(a)s do Museu de Geociencias/UFG –, compreende que a ciência vem perdendo espaço na sociedade, “mas tem sido a possibilidade de alcançarmos públicos que não conseguimos ver e dialogar. Agora, é uma oportunidade e estamos amadurecendo com ela.”. Ele acredita que, de certa forma, “a sociedade está aberta, temos alguns/algumas de nós que podemos ter um engajamento mais em conjunto” e assim surge a importância do Museu de Ciências da UFG para ser um incentivador a novos pesquisadores e, por conseguinte, indutor da valorização da ciência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Andréa Pereira dos Santos, Mestre em Comunicação e responsável pelo Ateliê Tipográfico – um espaço de produção gráfica e um verdadeiro laboratório de experimentação científica e cultural, que promove a intersecção entre tecnologia, memória e conhecimento, reafirmando o papel da universidade como espaço de preservação e inovação –, não considera que a ciência está perdendo espaço na sociedade, “mas sim que há um desencontro entre o que é produzido nas universidades e centros de pesquisa e a forma como isso é percebido pelo público.” A data do dia 8 de julho é importante, então, para chamar a atenção da necessidade da “popularização da ciência — tornando-a compreensível, próxima e relevante para a vida cotidiana das pessoas. Só assim será possível fortalecer o vínculo entre ciência e sociedade, e promover uma cultura científica mais inclusiva e democrática.”, reforça Andréa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial, sans-serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Já Matheus Eliseu da Silva de Lima, Técnico em Artes Gráficas, entende que “a ciência não teve muito investimento adequado para o seu crescimento quanto o setor de tecnologias” e, em reflexo, as artes gráficas tornaram-se “um campo de estudo bem restrito”. O Ateliê preserva maquinários de um trabalho já extinto e resgata uma ciência do século XV, mas a falta de incentivo à pesquisa resultou na “baixa procura e falta de interesse pela área”, destaca Matheus. Por isso, os museus de ciência desempenham uma função crucial na sociedade ao disponibilizar seus ambientes para o público, possibilitando que as pessoas se conectem com a produção científica, proporcionando a chance de conhecer não só os objetos e coleções, mas também os métodos e conhecimentos que estão por trás da sua criação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; font-family: Roboto, sans-serif; color: #000000; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;À frente do Pátio da Ciência – um espaço público, um centro de ciências aberto à visitação da comunidade, com o objetivo de divulgar, popularizar a ciência a partir de demonstrações de experimentos das áreas da Física e da Química –, o prof. Dr. em Física Experimental e Aplicada, Marcus Carrião acredita que a ciência ainda é bem aceita pela população sempre que há o contato com pesquisas e inovações. Desse modo, “o Pátio é a oportunidade desse contato, de reavivar o conhecimento adquirido em sala de aula e proporcionar aquele brilho no olhar frente a experimentos científicos. A ciência ainda encanta.”, afirma o professor. Porém, em relação à realidade do ensino e da pesquisa no Brasil, Marcus percebe que a falta de investimento duradouro para a carreira de pesquisador, que demanda muito esforço e renúncia do indivíduo, acaba por desestimular que promissores pesquisadores se lancem nessa área e “isso vira um ciclo de falta de profissionais e, consequentemente, falta de auxílio.”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; text-align: justify; margin-top: 0pt; margin-bottom: 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.5pt; font-family: Roboto, sans-serif; color: #000000; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;A partir dos relatos de professores e técnicos da UFG, todos envolvidos no trabalho de pesquisa e comunicação da ciência, podemos responder à pergunta inicial: Não, as realidades de (des)valorização da ciência e dos pesquisadores está presente em todas as áreas. Da falta de incentivo às carreiras acadêmicas até a evasão de pesquisadores para o exterior, há um consenso de que a ciência precisa ser tão divulgada a alcançar a sociedade e, consequentemente, incentivar maior adesão à pesquisa! Somente assim, o dia 8 de julho poderá ser comemorado como um sucesso na teoria e na prática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 08 Jul 2025 13:01:01 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/a-ciencia-e-o-pesquisador</link>
      <guid>https://mc.ufg.br/n/a-ciencia-e-o-pesquisador</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Geografia além da sala de aula</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa Viva-Voz 5" title="Capa Viva-Voz 5" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-05-29_at_20.49.14.jpeg?1748563809" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;No Dia do Geógrafo, o professor Alécio Perini, da Universidade Federal de Jataí (UFJ), destaca em entrevista ao Pátio da Ciência o papel estratégico da Geografia na compreensão dos desafios ambientais e territoriais do Brasil, ressaltando o uso de tecnologias, a importância da formação prática e a aproximação entre universidade e sociedade.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto por: Iasmin Feitosa&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;No dia 29 de maio é celebrado o Dia do Geógrafo, data dedicada a reconhecer a importância dos profissionais que se dedicam a compreender as relações entre a sociedade e o espaço. Para além dos mapas e das paisagens naturais, a Geografia é uma ciência essencial para entender os desafios ambientais, sociais e territoriais que afetam o nosso cotidiano. Para marcar esse dia no Museu de Ciências, buscamos ouvir quem vive e pesquisa a Geografia no ensino superior público brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Conversamos com o professor Alécio Perini, da Universidade Federal de Jataí (UFJ), doutor em Geografia e pesquisador nas áreas de Geografia Física, Geotecnologias e Inteligência Geográfica. Além de atuar como docente, ele também ocupa um cargo na Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da universidade, incentivando a produção científica em diferentes áreas do conhecimento. A trajetória de Alécio reflete um compromisso com a ciência aplicada à realidade brasileira, especialmente em tempos de crises ambientais e territoriais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-05-29_at_21.15.42.jpeg" alt="AL 1" width="371" height="461" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 1: Professor Alécio Perini em momento de pesquisa. Reprodução arquivo pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A entrevista é um convite a refletir sobre o papel da Geografia na sociedade e sobre a necessidade de valorizarmos essa ciência desde a escola básica até a pesquisa universitária. No Dia do Geógrafo, ouvir a experiência e as ideias de um pesquisador como o professor Alécio Perini nos ajuda a compreender o quanto essa área do conhecimento é fundamental para enfrentarmos os desafios do presente e do futuro. E mostra como a universidade pública pode ser um espaço de diálogo entre ciência, território e transformação social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;IASMIN FEITOSA: Professor, na sua visão, qual é o papel da Geografia — especialmente da Geografia Física — na compreensão dos desafios territoriais enfrentados pelo Brasil hoje?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;ALÉCIO PERINI:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt; Há bastante tempo, a Geografia Física rompeu as amarras com o pensamento positivista, que levou à fragmentação do conhecimento. Trabalhamos em uma perspectiva holística e sistêmica, buscando compreender as relações entre sociedade e natureza em todas as suas nuances, o que torna o geógrafo um profissional único, com ampla capacidade de integração de conhecimentos e padronização de métodos e processos de pesquisa/trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Especializado na elaboração, processamento e análise de dados geoespaciais, o geógrafo é um profissional competente para a prospecção de cenários que servem de base às atividades de planejamento e gestão e, principalmente, para a tomada de decisões. Ainda, é o profissional mais capacitado para a elaboração e disseminação de produtos cartográficos, essenciais para o conhecimento e a gestão do território.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Esses conhecimentos são essenciais para compreender os desafios atuais do país e atuar no enfrentamento de problemas que afetam diretamente a qualidade de vida da população, como mudanças climáticas, deterioração dos recursos naturais, conservação da sociobiodiversidade, qualidade ambiental, desigualdades socioespaciais, entre outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Como a Inteligência Geográfica pode contribuir para o planejamento e a tomada de decisões em políticas públicas ambientais e agrícolas?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A Inteligência Artificial traz, cotidianamente, novas soluções tecnológicas que simulam a inteligência humana, mas não substituem o conhecimento e a prática empírica adquiridos ao longo da formação do geógrafo. Ela permite realizar atividades de forma autônoma, fundamentada em aprendizado de máquina, mas os algoritmos necessitam de inserção e validação constante de informações, que vão permitir o processamento de séries de dados mais volumosas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Entendo que a Inteligência Geográfica é a chave para a compreensão de onde e como cada fenômeno interage com os demais, permitindo que pessoas, empresas e governos consigam dar respostas rápidas e tomar decisões sobre os principais problemas que afligem a sociedade. Aqui, ferramentas de geotecnologias incorporam algoritmos que reconhecem padrões espaciais e simulam cenários a partir de informações geograficamente referenciadas, auxiliando no trabalho diário do geógrafo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Esse conhecimento permite agir de forma mais assertiva, por exemplo, na identificação de desmatamentos e áreas em desconformidade com a legislação ambiental, agilizando processos de fiscalização, aplicação de sanções, mitigação de impactos e recuperação dessas áreas. Em áreas agrícolas, permite monitorar de forma mais precisa o desenvolvimento e a produtividade das plantas, fornecendo subsídios aos técnicos de campo para corrigir problemas de forma mais pontual, como a fertilização e o uso mais controlado de venenos, reduzindo os impactos ambientais dessas atividades.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;O senhor atua com agricultura de precisão. Poderia explicar como a integração entre tecnologia e geografia tem transformado a forma de produzir no campo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Minha atuação em pesquisas na área de agricultura de precisão se limita à realização de testes de sensores remotos (por satélite ou câmeras embarcadas em drones), adaptação e validação desses sensores para a geração de índices de vegetação. Esses índices permitem, por exemplo, acompanhar o desenvolvimento das plantas, avaliar a eficiência de uso da radiação solar e o armazenamento de carbono, além de estimar a produtividade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Ainda não conseguimos atuar diretamente na transformação da forma de produzir no campo, pois essas tecnologias não se sobressaem frente às variações de preço e outras questões impostas pelo mercado financeiro. No entanto, podem fornecer subsídios aos técnicos de campo e produtores para monitorar a eficiência do manejo, levando a um uso mais consciente de fertilizantes, venenos e outros insumos. Eu entendo que é possível produzir mais e com menor impacto ambiental investindo em tecnologias de monitoramento, o que traria efeitos diretos sobre a redução do desmatamento para abertura de novas áreas de produção. Mas ainda temos um longo caminho a percorrer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A modelagem ambiental é uma ferramenta cada vez mais utilizada por pesquisadores. Quais são os principais avanços recentes nessa área e como eles têm sido aplicados no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A modelagem ambiental se destina à prospecção de cenários, a partir da seleção e análise de variáveis de entrada e definição de técnicas de processamento dessas variáveis. Esses cenários podem indicar caminhos para agir antecipadamente e criar planos de contenção e políticas públicas, como, por exemplo, a criação de unidades de conservação, sistemas de alerta a riscos e desastres ambientais etc. Existe um grande número de pesquisas e metodologias desenvolvidas nas universidades brasileiras que permitem mapear e classificar áreas de risco, que poderiam, por exemplo, evitar boa parte das perdas registradas nas recentes inundações do Rio Grande do Sul ou se antecipar a tragédias de deslizamento de encostas, que são recorrentes no litoral brasileiro. Acredito que ainda falta uma maior aproximação entre o poder público e as universidades para aproveitar o grande capital intelectual que o Brasil possui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Cito aqui o trabalho fantástico desenvolvido pela equipe do projeto MapBiomas, que fornece um mapeamento de boa qualidade do uso da terra e cobertura vegetal no Brasil, produzido com base em sensoriamento remoto, além de outros produtos, como monitoramento de focos de incêndio, superfície coberta por água, qualidade de pastagens etc. A maior parte desses produtos está disponível desde o ano de 1985, gratuitamente, constituindo uma variável de entrada importante para diferentes modelos, permitindo, por exemplo, modelar frentes de expansão agropecuária, prospectar a perda de vegetação nativa nos próximos anos, entre outras aplicações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/MBI-Infograficos-Brasil-9.0-BR-scaled.jpg" alt="AL 2" width="687" height="386" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 2: Infográfico dos dados de cobertura e uso da terra da Coleção 9 do MapBiomas para o Brasil. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Em sua opinião, quais são os maiores obstáculos para que a geotecnologia seja incorporada de maneira mais ampla nas ações de planejamento ambiental por parte do poder público?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Eu não vejo grandes obstáculos para isso. Atualmente, temos muitas ferramentas gratuitas à disposição dos usuários, vencendo um obstáculo que, há 10 ou 15 anos, estava vinculado ao custo dessas tecnologias. Os custos com equipamentos, computadores de alta performance e sistemas de armazenamento de dados também reduziram significativamente na última década. Existe, ainda, um grande número de profissionais qualificados disponíveis no mercado de trabalho, provenientes de cursos superiores em Geografia, Engenharia Cartográfica, Geoprocessamento, Análise de Sistemas, Ciência da Computação, entre outros, que poderiam formar excelentes equipes multiprofissionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Se as prefeituras municipais e os órgãos dos governos estaduais e federal possuíssem um setor de Inteligência Geográfica, com equipe multiprofissional para coleta, sistematização, processamento, análise e disponibilização de informações georreferenciadas, boa parte dos problemas relacionados ao planejamento e à gestão do território (incluindo a área ambiental) seriam sanados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A Geografia muitas vezes é vista como uma disciplina distante do cotidiano. Como aproximar a produção acadêmica geográfica da população em geral?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Como geógrafo, eu não vejo que ela esteja distante do cotidiano. Encontramos a Geografia na previsão do tempo que vemos na TV ou recebemos em um aplicativo de celular, e quando realizamos um passeio em um rio, cachoeira ou parque. A Geografia está no noticiário que fala sobre o conflito tarifário entre EUA e China ou sobre os massacres recentes na Faixa de Gaza. Quando realizamos uma compra na internet e verificamos o rastreamento do pedido, onde foi produzido e como ocorreu a logística de distribuição, a Geografia está lá. Se abrimos o Google Maps para encontrar um endereço e nos deslocarmos pela cidade, a Geografia está presente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Eu vejo que a Geografia está perdendo espaço gradativamente na matriz curricular do ensino básico, enquanto disciplina, e isso é um grande problema. Também percebo a Geografia desaparecendo no emaranhado de disciplinas eletivas em escolas de tempo integral. A aproximação entre a Geografia e o cotidiano das pessoas acontece, primeiramente, na escola. Também percebo que a universidade ainda está distante da comunidade, mesmo com o aumento numérico das ações de extensão nos últimos anos. Os cursos superiores precisam investir nessa aproximação com a comunidade, além de marcar uma posição mais firme em fóruns de discussão sobre educação básica, demonstrando a importância da Geografia para a formação cidadã e retomando seu espaço nos currículos. Aquela Geografia meramente descritiva ficou lá na década de 1970; temos muito a contribuir com a sociedade brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Considerando seu papel na Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da UFJ, quais estratégias têm sido adotadas para fortalecer a pesquisa geográfica e sua aplicabilidade social?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Entendo que meu papel na PRPI da UFJ é institucional, e, assim, procuro incentivar as atividades de pesquisa e inovação igualmente nos 25 cursos de graduação e nos 15 cursos de pós-graduação da instituição. Para a área da Geografia, temos incentivado a participação dos docentes e servidores técnico-administrativos nos programas institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica, editais públicos lançados pelo CNPq, FAPEG e FINEP, além de outras iniciativas institucionais, como o Desafio de Inovação, que, em 2025, está alinhado com os temas da COP30, e eventos científicos. Parte dos projetos de pesquisa do curso é desenvolvida em parceria com escolas da região, contribuindo com a educação geográfica e a aproximação da disciplina ao cotidiano dos estudantes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Quais são os temas mais promissores e urgentes de pesquisa na Geografia Física brasileira atualmente?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Além da área de inteligência geográfica, com destaque para o uso de geotecnologias em estudos territoriais, percebo um aumento significativo em demandas e pesquisas na área de Climatologia Geográfica, considerando as recentes discussões sobre mudanças climáticas e mitigação dos impactos dessas mudanças, incluindo estudos sobre riscos ambientais associados às mudanças climáticas. Pesquisas com foco na qualidade ambiental, incluindo estudos sobre qualidade das águas, conservação dos solos, agroecologia e planejamento e gestão de unidades de conservação também têm ganhado espaço nos últimos dez anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/AL_3.jpg" alt="AL 3" width="667" height="501" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 3: #Charge: Mudanças Climáticas por Grupo Editores Blog, 22 de março de 2024. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Como o senhor avalia a formação dos estudantes de Geografia no Brasil no que diz respeito às novas tecnologias aplicadas ao território?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Neste ponto, temos uma questão sensível, que reside nas sucessivas recomendações para redução na carga horária dos cursos de graduação, tanto no bacharelado quanto na licenciatura em Geografia. Essa redução implica na necessidade de eliminação ou junção de disciplinas essenciais ao processo formativo. O cenário é ainda mais preocupante com a expansão dos cursos a distância, que eliminam a parte mais importante dos currículos: o aprendizado empírico, a prática de campo e a presença dos estudantes em laboratórios, projetos de pesquisa e ações de extensão. A vivência em campo e nos laboratórios dos cursos é essencial para a formação do geógrafo, e não podemos perder isso de vista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Com relação à área de inteligência geográfica e à inserção de geotecnologias no processo formativo, vejo que tem ganhado espaço por ser um campo transversal na Geografia, importante tanto nas disciplinas voltadas para a área ambiental e de estudos territoriais quanto nos componentes curriculares da área de humanidades do curso. Não tenho informações de outras regiões do país, mas, pelo menos na UFJ, todos os estudantes do curso de Geografia que se destacam na área de inteligência geográfica e no domínio das tecnologias associadas à área estão conseguindo uma boa inserção no mercado de trabalho, principalmente em empresas de consultoria na área ambiental e do agronegócio. É um campo bastante promissor para os bacharéis em Geografia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin-top: 14.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Por fim, qual mensagem deixaria para os futuros geógrafos e geógrafas que estão ingressando na área e se perguntam qual é seu lugar no enfrentamento das crises ambientais e territoriais que vivemos?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Estudem. Inovem. Se adaptem. Não tenham medo do novo. Vocês vivem em um mundo muito mais dinâmico do que o dos seus pais, ou mesmo do que eu vivi durante minha graduação nos anos 2000. Tecnologias que estavam na vanguarda do conhecimento há 15, 10 anos, hoje começam a se tornar obsoletas. É preciso se atualizar constantemente para se manter ativo e relevante no enfrentamento das crises e desafios dos novos tempos. A inteligência artificial jamais será capaz de substituir a mente humana e o conhecimento empírico, mas pode auxiliar de forma extraordinária em nossa prática profissional. Auxiliar, inclusive, na redução de nossa sobrecarga de trabalho. E não se esqueçam de viver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;A fala do professor Alécio Perini reforça o quanto a Geografia vai muito além da sala de aula e dos mapas escolares. Trata-se de uma ciência dinâmica, com aplicações concretas na vida das pessoas — da previsão do tempo ao planejamento urbano, da produção agrícola ao combate aos desastres ambientais. Em tempos de emergência climática e de crescente pressão sobre os territórios, o trabalho do geógrafo se torna ainda mais relevante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Além de valorizar o conhecimento técnico e científico, a entrevista também chama atenção para a necessidade de aproximar a universidade da sociedade. Projetos de extensão, parcerias com escolas e a presença ativa dos cursos superiores nos debates públicos são caminhos fundamentais para mostrar que a Geografia está presente no cotidiano e pode contribuir para políticas públicas mais eficazes e sustentáveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify; margin: 12.0pt 0cm 12.0pt 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman',serif;"&gt;Neste Dia do Geógrafo, fica o convite à reflexão: como podemos fortalecer essa área do conhecimento e garantir que ela ocupe o espaço que merece nas decisões que moldam o futuro do país? A resposta, como mostrou esta conversa, passa por educação de qualidade, investimento em ciência e incentivo à formação crítica e atualizada dos profissionais que pensam — e transformam — o território brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 29 May 2025 21:32:04 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/geografia-alem-da-sala-de-aula</link>
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      <title>MUSEU DE CIÊNCIAS (MC) DA UFG ENCANTA ALUNOS E PROFESSORES NO ESPAÇO DAS PROFISSÕES 2025</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="3" title="3" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/8A387C85-8E4E-4BA8-8F58-96FE1A7396C7.JPG?1746787494" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto por: Letícia Carvalho&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nos dias 6 e 7 de maio, na Universidade Federal de Goiás (UFG), o Museu de Ciências participou do Espaço das Profissões, evento anual que recebe estudantes de diversas escolas goianas para conhecerem os cursos e projetos oferecidos pela universidade. Na ocasião, para além dos sete núcleos do museu distribuídos pelo câmpus, o MC também teve um estande físico no Centro de Eventos, local que recepcionava os estudantes e servia como base de orientações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/AF58890E-D893-463B-B935-98202EC91384.JPG" alt="1" width="466" height="621" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a missão de socializar saberes por meio da pesquisa, salvaguarda, comunicação, ações de formação e ações educativas para a sociedade em geral, o Museu de Ciências reuniu demonstrações e experimentos de 5 de seus núcleos: Pátio da Ciência, Museu da Informática e da Computação, Planetário, Coleção Zoológica e Ateliê Tipográfico, para proporcionar curiosidade e conhecimento nos visitantes, além de informar onde encontrar a sede de cada núcleo para um maior contato com a ciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público do Espaço das Profissões é, majoritariamente, os anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, mas todas as idades puderam aproveitar para interagirem e aprenderem com o acervo exposto no estande. E o MC, versátil em suas exposições, adaptou o estande para receber, também, estudantes do ensino inicial. A proposta do Museu de Ciências, para além de compartilhar conhecimentos sobre as diversas áreas que o compõem, é também proporcionar aos visitantes o contato interativo com a ciência - assim, também, no Espaço das Profissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/5739EC1E-0641-47F4-B7C5-1C26B8A8CA2A.JPG" alt="2" width="637" height="849" /&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 09 May 2025 07:57:12 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/espaco-das-profissoes</link>
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    </item>
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      <title>Chernobyl: Como a Química explica o maior desastre nuclear da história"</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Capa Viva-Voz 4" title="Capa Viva-Voz 4" src="http://mc.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/761/o/WhatsApp_Image_2025-04-26_at_11.21.23_%281%29.jpeg?1745710490" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Texto por: Felipe Cordeiro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;No dia &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;26 de abril de 1986,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; uma explosão no Reator 4 da &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;usina nuclear de Chernobyl,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; na Ucrânia, liberou uma grande quantidade de radiação na atmosfera. Esse acidente é considerado o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;maior desastre nuclear da história&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; e continua sendo estudado até hoje, devido aos seus impactos ambientais e humanos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/265/o/Captura_de_tela_2025-04-26_202308.png" alt="4" width="843" height="483" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 1: Registro da cúpula de aço, de 36 mil toneladas, que cobre o Reator 4 e sela a radiação. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para entender como a química nos ajuda a analisar e a lembrar o que aconteceu em Chernobyl, conversamos com o professor Matheus Costa Gontijo, licenciado em Química pelo Instituto de Química da UFG e mestre em Ensino de Ciências e Matemática. Segundo Matheus, o acidente foi uma combinação de falhas humanas e falhas técnicas durante um teste de segurança. A explosão não foi nuclear, mas uma explosão química, causada por uma reação entre vapor, grafite e zircônio. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;"No núcleo do reator, o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;combustível nuclear (urânio-235)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; sofre fissão, liberando energia e gerando calor. Esse calor aqueceu a água usada como refrigerante. Quando o controle sobre essas reações foi perdido, o núcleo superaqueceu e causou uma reação com o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;zircônio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;, gerando &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;hidrogênio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;. Esse hidrogênio, ao entrar em contato com o oxigênio do ar, causou a explosão.”, explicou o professor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Além disso, o grafite, que era usado para moderar os nêutrons no reator, também entrou em combustão, espalhando ainda mais radiação pela atmosfera. O acidente liberou uma série de elementos radioativos, incluindo&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; iodo, césio e estrôncio,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; que continuam afetando o ambiente até hoje. O professor Matheus nos explica a diferença entre esses elementos e seus efeitos: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;"O &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;iodo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; tem uma meia-vida curta (cerca de 8 dias), mas foi altamente prejudicial à saúde humana, principalmente por se acumular na tireoide. Já o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;césio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; e o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;estrôncio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;  têm meias-vidas de cerca de 30 anos, e por isso ainda contaminam o solo e a água da região."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Esses elementos liberados pela explosão não se dissiparam rapidamente, eles continuam a afetar o meio ambiente e a saúde da população, com efeitos que ainda são sentidos até hoje. A química ambiental ajuda a entender o impacto desses elementos no solo e na água, como explica o professor: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;"Elementos como o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;césio-137&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; e o &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;estrôncio-90&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt; são solúveis, o que significa que podem ser transportados pela água da chuva e contaminar lençóis freáticos e rios. No solo, eles se fixam nas partículas argilosas, dificultando sua remoção. Esse processo de contaminação é prolongado, já que esses isótopos têm meias-vidas muito longas."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Ele destaca que a meia-vida de um elemento radioativo é o tempo necessário para que ele perca metade de sua radiação. O césio, por exemplo, tem uma meia-vida de 30 anos. Mas para que sua radioatividade chegue a níveis aceitáveis, são necessários cerca de 300 anos, ou 10 meias-vidas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Para o professor, estudar Chernobyl vai além de apenas entender a química por trás do acidente. Ele vê o evento como uma oportunidade para discutir a responsabilidade humana e como decisões erradas podem causar danos duradouros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;"Chernobyl nos ensina que a química, quando não é tratada com cuidado, pode ter consequências trágicas. A radioatividade, invisível a olho nu, pode destruir vidas e afetar gerações. E é a química que nos ajuda a entender esses riscos e a criar formas de minimizar os danos.”. Essa reflexão, segundo o docente, é fundamental para o ensino de ciências: "Esse tipo de conteúdo desperta nos alunos a consciência de que a ciência não está isolada da realidade. Ela está diretamente ligada ao que acontece no nosso dia a dia e nas nossas decisões.", complementa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.38; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/265/o/Captura_de_tela_2025-04-26_203011.png" alt="ch" width="881" height="602" /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Foto 2: Destroços de hospital, destruído pelo tempo e pela radiação. Reprodução.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Embora o desastre tenha ocorrido há quase 40 anos, a contaminação na região de Chernobyl continua sendo um problema até hoje. As áreas ao redor da usina ainda têm níveis elevados de radiação, o que torna a região perigosa e restrita. Além disso, o estudo dos resíduos radioativos e os protocolos de segurança nuclear foram fortemente aprimorados após o acidente, para evitar que tragédias como essa se repitam no futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="line-height: 1.3800000000000001; text-align: justify; margin-top: 12pt; margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: 400; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"&gt;Com as explicações do professor Matheus Costa Gontijo, conseguimos entender como a química nos ajuda a lidar com os impactos de desastres nucleares e o porquê de Chernobyl continuar sendo um tema importante, tanto para os estudiosos quanto para a população em geral.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 26 Apr 2025 13:35:25 -0300</pubDate>
      <link>https://mc.ufg.br/n/chernobyl-maior-desastre-da-historia</link>
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